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Coluna: Inteligência artificial autoconsciente. Pode isso?

Ex-engenheiro do Google, Blake Lemoine, está no centro da polêmica. Ele concluiu que o software LaMDA tem emoções, sentimentos e experiência subjetiva.

19/06/2022

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Sônia Pillon é jornalista e escritora, formada em Jornalismo pela PUC-RS e pós-graduada em Produção de Texto e Gramática pela Univille. É Presidente de Honra da ALBSC Jaraguá do Sul.

Coluna: Inteligência artificial autoconsciente. Pode isso?

Se você assistiu o filme “AI – Inteligência Artificial”, de 2001, possivelmente ficou mexido com a interpretação do então ator mirim Haley Joel Osment no papel do robô humanóide “David”, que desenvolveu sentimentos. É claro que estamos falando de uma película de ficção científica, roteirizada pela lenda do cinema, Steven Spielberg. Mas não é que passados 11 anos do lançamento do filme, já há quem defenda que a inteligência artificial pode ser autoconsciente?

A “bomba” estourou a partir da publicação do jornal estadunidense Washington Post, no dia 11 deste mês, com base na reportagem com o ex-engenheiro do Google, Blake Lemoine. O ex-funcionário da divisão de IA responsiva foi afastado depois de questionar se o software de linguagem natural LaMDA teria sentimentos e emoções. Para fundamentar a sua teoria, Lemoine apresentou uma longa entrevista com o software para testar emoções, respostas discriminatórias e autoentendimento.

A LaMDA (Language Model for Dialogue Aplications), apresentada pela primeira vez em 2021, é um sistema de conversa automatizado, criado para interagir com os usuários de forma natural. Blake Lemoine “conversou” com o software sobre seis tópicos, relacionados às emoções, futuro, autorreflexão, orgulho, morte e humanidade. As respostas recebidas, e devidamente armazenadas e divulgadas, são realmente surpreendentes e parecem ter sido respondidas por uma pessoa, em carne e osso… “É possível considerar o software autoconsciente porque o sistema tem sentimentos, emoções e experiência subjetiva”, assegura Lemoine.

As conclusões do especialista são veementemente refutadas pelo Google, que garante ter revisado as preocupações do engenheiro, seguindo critérios internos de IA, porém, “sem encontrar evidências que apoiem as alegações”.

A polêmica está lançada e ainda não há resposta definitiva sobre o tema… E você, leitor, acredita que a IA é capaz de se emocionar e pensar por conta própria?

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