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Coluna: Lunelli na estrada

O ex-prefeito de Jaraguá do Sul mantém sua pré-candidatura e, agora, exige (brandindo o estatuto do partido em seu artigo 78) que o partido homologue seu nome como candidato a governador pelo MDB

01/07/2022

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: Lunelli na estrada

Antídio Lunelli vai hoje (1º) a Chapecó, no Oeste catarinense, retomando as andanças pelo Estado em busca de apoio. Ontem (30) Lunelli tinha agenda com Edinho Bez, atual presidente do MDB. O ex-prefeito de Jaraguá do Sul mantém sua pré-candidatura e, agora, exige (brandindo o estatuto do partido em seu artigo 78) que o partido homologue seu nome como candidato a governador pelo MDB. Há, inclusive, o temor de judicialização do processo de escolha do candidato. O que deixaria o “maior” partido político de Santa Catarina ao rés-do-chão. Vergonhosamente!

O que diz o 78

O tal artigo 78 do estatuto do MDB, em seu Inciso III, diz que o partido tem de “escolher ou proclamar, QUANDO HOUVER ELEIÇÕES PRÉVIAS, os candidatos aos cargos eletivos majoritários e a cargos proporcionais, na esfera do Estado ou do Distrito Federal”. Não houve eleição prévia, é sabido. Assim, e salvo melhor juízo, resta aos convencionais (como em qualquer partido), de forma soberana, homologarem os candidatos a governador, senador e deputados. E, ainda, por uma coligação ou não com outro partido.

Eleições

  • O fosso que separa o MDB alinhado a Carlos Moisés (Republicanos) e o grupo do ex-prefeito Antidio Lunelli (MDB) pode ficar ainda mais largo. É que o Podemos resolveu reivindicar para si uma das vagas ao Senado. Alegando que foi o primeiro partido a abraçar a reeleição de Moisés. Acontece que a vaga foi prometida pelo governador ao MDB, como também a de vice.
  • Se valer já para as eleições de outubro uma decisão recente do Tribunal Superior Eleitoral, permitindo dois candidatos a senador pela mesma coligação de candidatos a governador, com jeitinho dá para contornar. Mas essa é uma concorrência que o MDB não quer. O Podemos até já indicou um nome, o do deputado federal Rodrigo Coelho, ex-PSB, de Joinville.
  • Com a chaleira fervendo, o presidente do MDB, Edinho Bez, veio a público para esclarecer que o único a falar pelo partido, oficialmente, é ele e mais ninguém. De fato, a boataria come solta, dos dois lados faltando apenas três meses para uma das mais disputadas eleições para governador de SC. Experimentem chutar um formigueiro. A imagem do MDB, hoje, é essa.
  • Senador Jorginho Mello (PL) finalmente abre espaço para a primeira suplente, Ivete Appel da Silveira (MDB), viúva do senador Luiz Henrique da Silveira (MDB). Mello deixa o Senado dia 31 de julho para se dedicar exclusivamente à campanha. Eleito em 2018, até hoje Mello não deu chances aos suplentes. Beto Martins (PL), ex-prefeito de Imbituba, é o segundo suplente.
  • Suplentes de Esperidião Amin (PP) também estão de olho na vaga. A se confirmar a candidatura do senador a governador (seria a quinta disputa dele como cabeça de chapa), entra Geraldo Althoff (PSD), de Tubarão. Que, também como primeiro suplente, assumiu em 1998, com a morte do titular Wilson Pedro Kleinübing (PFL).
  • Geraldo Althoff foi o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado que investigou casos de corrupção no esporte. O resultado final foi a edição do Estatuto do Torcedor, um documento em desuso desde sempre. A pastora Denise dos Santos (PSD), mulher do deputado estadual, Ismael dos Santos (PSD), é a segunda suplente de Esperidião Amin.

Com a palavra…

Como já o fez Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato ao governo de São Paulo, o atual ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, quer saber por que a bancada federal catarinense, com 16 deputados e três senadores, não destina mais recursos emendas parlamentares garantidas no Orçamento da União, à melhorias nas rodovias federais de SC. Foi durante live com a jornalista Julia Zanata, pré-candidata a deputada federal pelo PL de Criciúma.

E o governo, faz o quê?

Marcelo Sampaio citou a bancada do Espirito Santo que, nos últimos três anos, destinou R$ 400 milhões em emendas para rodovias, enquanto que a de Santa Catarina, cerca de R$ 100 milhões. Mas o ministro poderia explicar por que a duplicação da BR-280 não sai do lugar. Depende só de emendas? Quanto de recursos federais foram liberados nesse governo para a essa rodovia? Aliás, nesse caso das emendas, Zanata, pela proximidade partidária, poderia procurar uma resposta com o senador Jorginho Mello (PL) candidato a governador.

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