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Coluna: Mendonça pode ser ministro

A se confirmar a candidatura do ministro do Turismo, Gilson Machado, ao governo de Pernambuco, um catarinense e bolsonarista aparece como provável titular daquele ministério

04/01/2022

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: Mendonça pode ser ministro

A se confirmar a candidatura do ministro do Turismo, Gilson Machado, ao governo de Pernambuco, um catarinense e bolsonarista aparece como provável titular daquele ministério: é o deputado federal Rogério Peninha Mendonça (MDB), que não disputará um quinto mandato consecutivo. Ele vai trabalhar para eleger seu atual chefe de gabinete, Rafael Pezenti.

Jorginho recusou convite

No ano passado, com o anúncio da possível candidatura do ministro Machado, o senador Jorginho Mello (PL), homem de confiança do presidente Jair Bolsonaro (PL) e bolsonarista de primeira hora, também foi cogitado para a pasta. Porém, como teria de renunciar já em abril, por ser candidato ao governo de Santa Catarina, não aceitou.

Ministros se candidatam

Pelo menos dez ministros devem deixar os cargos para disputar cargos eletivos. Entre eles, Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), governador de São Paulo; Onix Lorenzoni (Trabalho), governo do Rio Grande do Sul e Tereza Cristina (Agricultura) senadora pelo Mato Grosso do Sul. Cargos no Executivo obrigam à renúncia, exceto quando se trata de reeleição.

A disputa nas urnas

O dia 2 de outubro marca as eleições gerais no Brasil, exceto prefeitos e vereadores eleitos em 2020. Estarão em disputa 28 cadeiras de governadores (incluindo o Distrito Federal, que tem status de estado federativo), 28 vagas para o Senado (uma por estado), 513 vagas para deputado federal e 1.059 para deputado estadual. No total, 1.627 vagas legislativas.

São Paulo lidera

São Paulo tem o maior número de deputados estaduais, com 94 cadeiras, seguido de Minas Gerais com 77 e Rio de Janeiro com 70. SP também lidera, disparado, na representatividade na Câmara dos Deputados, com 70 parlamentares. Santa Catarina tem 16 deputados em Brasília. Cada estado tem direito a três senadores, eleitos alternadamente- dois a cada oito anos.

Portas abertas para Moisés

Não é só uma forte ala do MDB que defende a filiação do governador Carlos Moisés como candidato do partido à reeleição. Agora, a deputada federal Geovânia de Sá, presidente estadual do PSDB, diz, sem rodeios, que as portas estão abertas para Carlos Moisés caso queira se filiar no ninho tucano. Obviamente, em aceitando, não seria para outra coisa que não disputar um segundo mandato. Geovânia foi quem lançou a pré-candidatura de Gelson Merisio à cadeira de Moisés. Na verdade, em eleição vale tudo, só não vale perder.

Há 31 anos sem candidato

A única eleição para governador de SC que o PSDB disputou com candidato próprio foi há 31 anos, em 1990, com Dirceu Carneiro, que também foi prefeito de Lages. Um quarto lugar (76,9 mil votos) entre cinco candidatos. Depois, só de vice, com Paulo Bauer na chapa de Esperidião Amin (PP) eleitos em 1998. E em 2006, na reeleição de Luiz Henrique da Silveira (MDB), tendo Leonel Pavan, ex-prefeito de Balneário Camboriú, como vice. Em 2018 os tucanos concorreram com o ex-prefeito de Blumenau, Napoleão Bernardes (hoje no PSD), como vice de Mauro Mariani (MDB). A chapa foi a terceira mais votada, atrás de Moisés e Merisio.

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