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Coluna: O MDB de vice?

Em caso da reeleição de Moisés, como é desejo explícito da bancada de nove deputados estaduais e mais uma penca de prefeitos e vereadores do partido, o MDB garantiria lugar de destaque no poleiro governativo

13/01/2022

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: O MDB de vice?

No Brasil, eleições a cada dois anos provocam uma disputa insana pelo poder. Para citar um exemplo, no caso de prefeitos quem cumpre todo o mandato perde o bonde da história porque, dois anos depois, terá perdido o empuxe das urnas. E, por isso mesmo, neste sentido já se fala abertamente que o MDB, esfacelado por encrencas internas incontornáveis, aceitará ser vice de Carlos Moisés. Repetindo 2010 e 2014 com Raimundo Colombo (PSD).

No poleiro governativo

Em caso da reeleição de Moisés, como é desejo explícito da bancada de nove deputados estaduais e mais uma penca de prefeitos e vereadores do partido, o MDB garantiria lugar de destaque no poleiro governativo que tem rotulado todos os governos “legitimamente” eleitos pelo voto universal. Aliás, uma característica marcante do MDB nos últimos dez anos. Foi assim nos dois governos de Raimundo Colombo (PSD) e tem sido assim na era Moisés.

Sei eira nem beira

Embora o Podemos seja um dos mais novos partidos constituídos em SC, já está rachado em três pedaços: de um lado o presidente do diretório estadual, Camilo Martins, articulando candidaturas com a presidente nacional, Renata Abreu, sem dar satisfações locais; de outro o presidente de honra do partido, Paulinho Bornhausen, defendendo a candidatura de Gean Loureiro (DEM), prefeito de Florianópolis, para o governo do Estado.

Podemos ignora Fabrício

E, ainda, uma terceira ala, liderada pelo prefeito de Balneário Camboriú, Fabrício Oliveira, pré-candidato (ainda) a governador. Mas que vem sendo ignorado pelo próprio partido que o lançou em 2020. Paulinho também postula a candidatura do ex-governador Raimundo Colombo (PSD) ao Senado e ele próprio como primeiro suplente. Porém, o que Colombo quer é disputar um terceiro mandato. É como saltar de um avião sem paraquedas.

Partidos viram feudos

Em Santa Catarina, os maiores partidos políticos se assemelham a verdadeiros feudos. O PP é um deles. O partido tem cinco parlamentares eleitos em 2018 dos quais três da família Amin:  Ângela Amin, João Amin e Esperidião Amin. Há quem diga, lembrando o fim das coligações nas eleições proporcionais, que se o senador não se candidatar a governador (mesmo perdendo ainda terá mais quatro anos de mandato) o PP não elegerá ninguém. Vira pó.

PSDB abandona Merisio

O PSDB, presidido pela deputada federal Geovania de Sá e que deve apoiar João Dória Jr. à presidência da República, passou a ignorar Gelson Merisio, que depois da massacrante derrota nas urnas em 2018, como candidato a govenador. E apoiar secretário de Turismo de Dória, o catarinense Vinicius Lummertz, ao governo do Estado.

Articulando com Berger

O ex-deputado, do grupo que apoiou a indicação de Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, tenta aproximar-se do senador Dario Berger (MDB, ainda) que já acertou sua filiação no PSB como candidato de uma frente da esquerda, dividindo o palanque com Lula da Silva (PT). Merisio quer ocupar o espaço deixado por Berger e tentar se eleger senador.

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