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Coluna: Política & Políticos – Nada x nada

Celso Machado comenta os principais acontecimentos da política catarinense

04/02/2023

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Vereadores de Joinville sentaram¬-se à mesa com o governador Jorginho Mello (PL). E lembraram promessa de campanha do governador, que assumiu o compromisso de pagar a folha de salários dos funcionários do Hospital Municipal São José, de R$ 18 milhões/mês em 2022. E mais que o dobro em dezembro com o 13º salário. Mello limitou¬-se a garantir que o Estado estuda uma maneira de “ajudar” no custeio do hospital. Com a tabela do SUS defasada desde 2008, a prefeitura já perdeu mais de R$ 600 milhões.

Apoio no segundo turno

A promessa de pagar a folha do hospital motivou o prefeito Adriano Silva (Novo) a dar apoio para Mello no segundo turno. De Joinville foram 259.534 votos. O custo/ano do São José para o município é grande. Em 2022, foi de R$ 349 milhões. Mello não anunciou repasses do Plano 1000 (mil reais por habitante), uma promessa de continuidade para obras muito esperadas. Por exemplo, a duplicação da SC¬- 418, entre Pirabeiraba e a BR-101, e a revitalização da serra Dona Francisca, com investimentos de R$ 88,8 milhões. Já houve duas licitações e nada feito até agora.

Chamem o Jorginho!

O governo passado assumiu a duplicação do trecho urbano da BR-280. Cerca de de 9 quilômetros entre Guaramirim e Jaraguá do Sul. Uma promessa do ex-governador Raimundo Colombo (PSD) que ficou só na promessa. Saiu do papel a mil por hora COM Carlos Moisés, mas há meses perdeu o ritmo. A duplicação da SC-108, entre Guaramirim e Massaranduba, é outra encrenca herdada do governo passado. Então, já está na hora de chamar o Jorginho. Também muito bem votado no Vale do Itapocu. Afinal, a campanha acabou em 30 de outubro.

CURTAS

* Aprovado em 2022 o novo piso salarial dos trabalhadores da enfermagem, de R$ 4.750 por 40 horas trabalhadas (para enfermeiros) começou a ser pago no estado da Paraíba. Os valores referentes a folha de janeiro foram creditados na quinta-feira (2).

*O novo piso é de R$ 4.750 por 40 horas para enfermeiros; 70% desse valor: R$ 3.325, para os técnicos em enfermagem, e 50% para os auxiliares de enfermagem e parteiras, o que equivale a um salário de R$ 2.375. Ainda está em discussão no Ministério da Saúde a definição da fonte dos recursos. Por ironia do destino, em Santa Catarina, onde a deputada federal licenciada Carmem Zanotto (Cidadania) e atual secretária da Saúde, foi a relatora do projeto na Câmara dos Deputados, ainda não se tem a mínima ideia sobre quem vai pagar a conta.

*Aliás, o Fórum Nacional da Enfermagem já convocou uma paralisação nacional da categoria para o próximo dia 14 de fevereiro. E greve geral para o dia 10 de março se o dinheiro não cair na conta até lá. Na Paraíba o governo do estado bancou a conta. Só comparando, o orçamento do estado da Paraíba para 2023 é de R$ 17,6 bilhões. D O de Santa Catarina, R$ 44,1bilhões.

*Se as greves acontecerem, a saúde pública que, via de regra, já é uma porcaria, vai piorar. Em Santa Catarina, o governador Jorginho Mello (PL), que antes de assumir se autointitulava como o “senador da saúde” por conta de recursos de emendas parlamentares que carreou para o setor quando senador, ainda não se manifestou.

*Em São Paulo, Minas, Pernambuco e Rio Grande do Sul, desavergonhados deputados do PT e PL se juntaram para garantir o comando das assembleias legislativas daqueles estados. Pegaram a receita da Câmara dos Deputados, que dá o “exemplo”. E ainda há quem vocifere em defesa de partidos e de políticos! Mas já era de se imaginar qualquer tipo de negócio escuso em nome do poder, até mesmo uma aliança do mau-caratismo.

 

O Norte com quatro

Maurício Peixer (PL), filho de Guaramirim e vereador eleito e reeleito em Joinville para sucessivos mandatos desde 2008, assumiu uma cadeira na Assembleia Legislativa. Primeiro suplente do PL, entra no lugar de Estêner Soratto Júnior (PL/Tubarão), agora secretário estadual da Casa Civil. Com isso o Norte catarinense fica com quatro deputados estaduais: Antidio Lunelli (MDB) e Vicente Caropreso (PSDB), ambos de Jaraguá do Sul, e Fernando Krelling (MDB) e Peixer, os dois de Joinville.
A primeira secretaria

Certo setor da imprensa tece loas ao fato de a deputada Ana Paula da Silva (Podemos), a Paulinha, ser a primeira mulher a assumir como 1ª secretária da nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa depois que o mesmo cargo foi ocupado por Antonieta de Barros, uma negra também jornalista e professora. Em 1937, há 86 anos.

 

Eleição por acordo

Ora, a votação não se dá pelo critério do mérito, mesmo que o eleito (a) o tenha. É um acordo quase sempre espúrio entre partidos que não leva nada em conta que não seja o poder pelo poder. A função é meramente interna, de assumir a direção dos trabalhos de sessões plenárias na falta do presidente e dos vice-presidentes.

Vetadas nas urnas

A preocupação deveria ser, sim, com o repentino encolhimento da bancada feminina. Foram três deputadas eleitas em 2014, quatro em 2018 e, de novo, só três em 2022, desta vez num universo de 194 candidatas (outros 411 eram homens): Paulinha e Luciane Carminatti (PT), mesmo assim, ambas reeleitas, não são “sangue novo” na Casa.

 

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