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Coluna: Preocupação Financeira e Saúde Mental

Preocupação financeira é alta entre trabalhadores, e afeta a saúde mental. Para saberes, o estudo ouviu 20 mil funcionários de diferentes níveis hierárquicos e detectou que 53% estão angustiados com as contas a pagar.

10/06/2022

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Advogado na PHMP Advogados, inscrito na OAB/SC 37.773. Pós-graduado em Direito Empresarial. Escritor e Consultor

Coluna: Preocupação Financeira e Saúde Mental

Caro (a) leitor (a), na semana passada li um pequeno texto no jornal “Valor” na versão digital. O título era o seguinte: “Preocupação financeira é alta entre trabalhadores, e afeta a saúde mental”. Como este espaço aqui é para conversarmos sobre educação financeira, vale muito a pena partilhar algumas informações abaixo.

Para saberes, o estudo ouviu 20 mil funcionários de diferentes níveis hierárquicos e detectou que 53% estão angustiados com as contas a pagar. E a consequência disso é um forte impacto na saúde mental. E pasme querido (a) leitor (a) – 1,4% dos empregados de grandes empresas mencionou até ideias suicidas.

A pesquisa foi feita pela HSPW, startup da área de saúde, durante os meses de julho de 2021 e maio de 2022.  “O que mais chama a atenção no levantamento é que a saúde mental e a financeira estão relacionadas e precisam ser melhor estudadas pelos gestores”, diz Lúcio Júnior, CEO da HSPW. Se um funcionário está preocupado com dinheiro, isso vai afetar o bem-estar e a produtividade dele, afirma.

Uma das orientações do executivo para evitar o agravamento desse cenário é a criação de programas corporativos de educação financeira, como parte do pacote de benefícios dos empregados. Isso deveria ser uma das principais prioridades das empresas hoje, destaca.

“É preciso atenção, pois cada vez mais pessoas desenvolvem transtornos que geram afastamentos no trabalho, sem falar nos riscos para elas e os próprios colegas, durante as atividades laborais”, explica.

Outra sugestão do CEO para atenuar quadros de estresse agravados pelo aperto financeiro é identificar as chefias “negativas” no ambiente de trabalho. “Lideranças tóxicas podem levar as equipes a desenvolverem mais ansiedade”, afirma. “Uma vez identificado o foco dessa ‘disseminação’, deve-se tratar a causa do problema. Não fazer nada não é mais uma opção”.

E termino com uma pergunta: “Como está a sua saúde mental”? E fica a provocação para as empresas da nossa querida Jaraguá do Sul e região avaliarem como está a relação da preocupação financeira com a saúde mental de seus colaboradores. Tenho certeza de que serão encontrados diversos cenários. O famoso ditado chinês diz: “Uma longa caminhada começa com o primeiro passo”. E o mais importante, depois que deres o primeiro passo, não desista, continue a longa caminhada. Acredito que no final será gratificante.

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