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Coluna: Promessa de mais R$ 50 milhões

Prefeito Antídio Lunelli (MDB) e o deputado Carlos Chiodini (MDB) foram até Brasília para audiência com o Ministro dos Transportes, Tarcísio Gomes de Freitas

05/09/2021

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: Promessa de mais R$ 50 milhões

Divulgação

Prefeito Antídio Lunelli (MDB) e o deputado Carlos Chiodini (MDB) foram até Brasília para audiência com o Ministro dos Transportes, Tarcísio Gomes de Freitas. Chiodini preside a Comissão de Viação da Câmara dos Deputados.

Voltaram com a promessa de que o governo aportará mais R$ 50 milhões (“nos próximos meses”) para a duplicação da BR-280, entre a BR-101 e São Francisco do Sul. Juntando com outros R$ 50 milhões já garantidos pelo Estado, dá R$ 100 milhões.

Até outubro Freitas deve vir ao Vale do Itapocu para conhecer os gargalos atuais da rodovia. Com todo respeito, que justifique a viagem trazendo mais verbas. Mas, se for só para olhar, deixa com a gente. Já fazemos isso há mais de sete anos.

Fusão do DEM e PSL

No âmbito nacional, lideranças do DEM e PSL articulam a fusão destes partidos.  Uma nova reunião está marcada para dia 21 de setembro, quando e saberá o nome e o número do novo partido.

Em SC, o presidente do PSL, deputado Fabio Schiochet, diz que está no aguardo de autorização do comando nacional do PSL para oficializar as negociações com o Democratas. Com isso, a candidatura do prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, a governador pode ser viabilizada.

R$ 1,5 bi nas campanhas

O DEM tem apenas sete prefeitos no Estado, o que deixaria Loureiro fora da disputa. Mas o PSL tem 13 prefeitos. Efetivada a fusão, o novo partido (ainda sem nome definido) terá a maior representação na Câmara dos Deputados, com 80 parlamentares. E outros oito senadores. Mas o que importa, mesmo, é o balaio de dinheiro que virá pelo Fundo Eleitoral: nada menos que R$ 1,5 bilhão.

Mais do mesmo

No quarto mandato consecutivo, o deputado federal Rogério Peninha Mendonça (MDB/Ituporanga) diz que não disputará a reeleição em 2022. Vai apadrinhar seu chefe de gabinete na Câmara dos Deputados, Rafael Pezenti.

Que, em Brasília, recebe deputados, prefeitos e vereadores que procuram Mendonça. E até os acompanha em audiências com ministros.

Olho no Senado

Mendonça pretende a única vaga ao Senado em disputa no ano que vem. No vácuo proporcionado pelo senador Jorginho Mello (PL), candidato a governador. Mello é egresso do PR que, na proporcional para deputado em 2018, coligou com o MDB, ajudando a eleger Rogério Mendonça (336 votos em Jaraguá do Sul). Em 2022 estarão em trincheiras opostas.

Centralização da apuração

Senador Esperidião Amin (PP) retoma discussão que já motivou questionamentos (vários) da coluna, sobre a centralização da apuração de votos nas eleições municipais e 2020 no Superior Tribunal Eleitoral, em Brasília.

Quando em meia hora já se sabia o vencedor de uma eleição para prefeito de Jaraguá do Sul, por exemplo, quase duas horas depois é que se pôde saber do resultado das primeiras urnas. Isso reascendeu a polêmica sobre a segurança das urnas eletrônicas, embora em tempo algum alguém já tenha comprovado algo neste sentido.

Foi recomendação da PF

A mudança, monocrática, foi determinada pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, quando presidia o TSE (ministros do STF se revezam no cargo). Segundo ela, por recomendação da Polícia Federal, mas atropelando o que reza o Código Eleitoral.

Até 2018, as apurações eram feitas pelos Tribunais Regionais Eleitorais, que repassavam a totalização ao TSE. A partir de 2020 e sem qualquer estudo, a mudança foi introduzida e deu no que deu. O senador Amin está recolhendo assinaturas de colegas para uma sessão de debate temático.

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