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Coluna: PSDB ficou mais dividido

Eduardo Leite e João Dória Jr., são, de fato, os pré-candidatos. O ex-senador Arthur Virgílio é só um faz de conta.

23/11/2021

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: PSDB ficou mais dividido

Divulgação

Uma falha no aplicativo adotado pelo partido para votação online que definiria o candidato a presidência da República levou a cúpula do PSDB a suspender a escolha no domingo (21).

Agora, o governador João Dória Jr., um dos pré-candidatos, defende que a votação ocorra no domingo (28). Mas, os apoiadores do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, querem levar as prévias para fevereiro. Neste quesito, a encrenca é a mesma do MDB de SC.

Aplicativo de R$ 1 milhão

O aplicativo, por coincidência, foi desenvolvido pela Fundação de Apoio à Universidade Federal do Rio Grande do Sul porque a contratação de empresa privada especializada em desenvolvimento de sistemas excederia as limitações de uso do fundo partidário que cabe aos tucanos.

Custou R$ 1 milhão. A Fundação negou a falta de licenças tecnológicas usadas para suportar o reconhecimento facial dos filiados. E disse que está investigando.

PSDB ficou mais dividido

Eduardo Leite e João Dória Jr., são, de fato, os pré-candidatos. O ex-senador Arthur Virgílio é só um faz de conta. Menos de 10% dos 1.466.963 milhão de filiados votaram.

O grupo de Dória aposta que o fato de trazer a vacina contra a Covid para o Brasil será tão importante em 2022 como foi o Plano Real para eleger Fernando Henrique Cardoso. O bloco de Leite diz que, sem ele, o PSDB morre na praia. Resumindo, agora os tucanos estão ainda mais divididos.

A conta é alta

Câmara de Vereadores de Joinville deve aprovar até dia 16 de dezembro o orçamento anual do município para 2022: nada menos que R$ 3,72 bilhões. É mais que o orçamento de Jaraguá do Sul, Massaranduba, Guaramirim, Schroeder e Corupá somados.

Os problemas históricos a resolver por lá são os mesmos enfrentados há décadas aqui no Vale do Itapocu. Porém, proporcionalmente bem maiores e bem mais caros.

Sobre honrarias

Aprovado projeto do deputado Bruno Souza (Novo) vedando a concessão de honrarias, comendas, condecorações e homenagens, incluído o Título de Cidadão Catarinense, a pessoas consideradas inelegíveis pela Lei Complementar 64 de 18 de maio de 1990.

Considerando, também, nulas as que forem concedidas a quem estiver nessa situação. E delimitando a restrição ao período em que durar a inelegibilidade.

Criticando os “amigos”

O governo do Estado eliminou desperdícios ao economizar R$ 631 milhões/ano, com revisão de contratos, enxugamento da máquina e digitalização de processos. Para investir em obras e serviços.

O discurso é do governador Carlos Moisés (sem partido), criticando partidos que governaram o Estado antes dele. Os mesmos – MDB, PP, PSD e PSDB – com quem ele governa agora depois de escapar de dois processos de impeachment abertos pela Assembleia Legislativa.

Ontem e hoje

Por exemplo, o MDB é o mais fiel e tem a secretaria estadual da Educação. O PSDB, da tríplice aliança que elegeu Luiz Henrique da Silveira (MDB) e Raimundo Colombo (PSD) vota com Moisés. Colombo é crítico contumaz de Moisés, mas o PSD também está no governo comandando a Casa Civil. O líder na Assembleia Legislativa é do PP, que também comanda a Secretaria da Agricultura. Resumindo, poder pelo poder é o que de fato importa.

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