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Coluna: Puxando as orelhas

Eskudlark dá eco a dezenas de questionamentos já feitos pela coluna

03/10/2021

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: Puxando as orelhas

Divulgação

Ao se reportar ao estado caótico de todas rodovias federais que cortam Santa Catarina- a BR-280, mesmo do jeito que está, é exceção comparado às demais – o deputado estadual Mauricio Eskudlark (PL) chamou a atenção para a responsabilidade dos deputados federais (16) e senadores (três) pela situação deplorável destas estradas. Eskudlark dá eco a dezenas de questionamentos já feitos pela coluna.

Não se vê a bancada federal coesa e unida nesta discussão. É cada qual tirando sua ‘casquinha’ e querendo ser o “pai da criança” nos facebooks da vida. Só lembrando: já estamos no 10º ano do início das obras de duplicação da 470 e 280. Perguntar não ofende: alguém tem visto alguns deles por aí, de 2018 para cá?

Com um pé atrás

Tentando evitar novos solavancos no processo de escolha do candidato a governador, o MDB soltou a seguinte nota: “ Em reunião da executiva e bancada estadual prevista para a próxima semana (entre 4 e 5 de outubro), os líderes emedebistas discutirão os avanços das conversas sobre a composição da chapa majoritária.

A definição oficial só será divulgada após o encontro entre os líderes”. Tudo em nome da “unidade”, disse o presidente do MDB, Celso Maldaner.

Estrago foi grande

De fato, deu no que deu anunciar na terça-feira (28) que a chapa já estava definida, com o prefeito Antidio Lunelli a governador, o deputado Celso Maldaner de vice e o senador Dario Berger à reeleição.

De pronto, Berger desmentiu categoricamente qualquer acordo até então. Até porque o que menos interessa a ele neste momento é um novo mandato de senador. Pelo silêncio dos outros pretendentes, deduz-se que deram mais um tiro no pé.

Bancada unida

Veio do líder do partido na Assembleia Legislativa, deputado Valdir Cobalchini, a reação em nome dos nove deputados do MDB: “Parece que são todos contra nós, mas ninguém vai nos dividir”, afirmou.

Por “todos”, entenda-se, são outras lideranças emedebistas que querem uma definição ainda em 2021. A bancada, em lua de mel com o governador, defende a data de 15 de fevereiro. Carlos Moisés (sem partido) virou protagonista deste imbróglio.

Reunião de pastores da Assembleia de Deus bateu o martelo em apoio à candidatura do deputado Kennedy Nunes (PTB) ao Senado. Nunes é filho de missionários desta igreja, que em Santa Catarina tem 2.800 templos distribuídos em todos os 295 municípios do Estado, reunindo 300 mil fiéis.

A deputada federal Geovânia de Sá (Criciúma) e o deputado estadual Ismael dos Santos (Blumenau), também foram “abençoados” em seus projetos de reeleição.

Custo Santa Catarina

Já está na Assembleia Legislativa o orçamento do Estado para 2022: R$ 31,7 bilhões. Salários e encargos sociais (R$ 19,5 bilhões), Educação (R$ 5,2 bilhões), Saúde (R$ 4,5 bilhões), juros e encargos da dívida (R$ 1,2 bilhão) são os maiores gastos.

Para O Judiciário (R$ 2,44 bilhões), Ministério Público (R$ 983 milhões), Assembleia Legislativa (R$ 695 milhões), Udesc (R$ 636 milhões), Tribunal de Contas (R$ 345 milhões) e Defensoria Pública (R$ 126 milhões).

Força de impostos

Detalhe: a Assembleia tem mais recursos que a Universidade mantida pelo Estado. A arrecadação de impostos salta dos atuais R$ 23,2 bilhões para R$ 28,1 bilhões. Atribuído à recuperação econômica e à inflação, que atinge os principais itens da cobrança de ICMS, como energia elétrica e combustíveis. Tudo devidamente repassado ao consumidor final.

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