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Coluna: Um assunto polêmico

Com a corporação defasada se comparado há vinte anos atrás, e por vários motivos, o tempo entre a realização de concursos públicos e a efetiva nomeação, ano a ano tem deixado os quartéis com contingentes reduzidos

20/05/2022

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Jornalista apaixonada por cultura e segurança pública

Coluna: Um assunto polêmico

A distribuição de novos policiais militares pelo Estado tem sido assunto polêmico nos últimos anos. Com a corporação defasada se comparado há vinte anos atrás, e por vários motivos- aposentadorias, pedidos de baixa, tratamentos de saúde permanentes, entre outros- o tempo entre a realização de concursos públicos e a efetiva nomeação, ano a ano tem deixado os quartéis com contingentes reduzidos. O 14º BMP, de Jaraguá do Sul, por exemplo, também atende os municípios de Massaranduba, Guaramirim, Schroeder e Corupá.

Critérios políticos

Na Assembleia Legislativa, o deputado Sargento Lima (PL), ele próprio da reserva da PM, denuncia que o governo (do Estado) usa de critérios políticos na distribuição da força policial. Concentrando policiais militares da ativa onde não há necessidade, segundo ele, citando prédios públicos como exemplo. Defendendo como critério o que chamou de “manchas da criminalidade”.

“E o Estado?”

“O empresário fornece ao Estado a arma para o policial da sua cidade, o colete a prova de balas, a comunidade planta flores, pinta o muro da escola; o professor frita pastel para arrumar uma porta da escola, os moradores pagam o calçamento, etc. Então, qual a função do Estado?”, questionou o parlamentar. Aliás, cabo eleitoral do senador Jorginho Mello (PL) um desafeto de carteirinha do governador Carlos Moisés (Republicanos).

Eleições

  • O ex-governador Jorge Konder Bornhausen é a mais nova aquisição do PSD, como reforço à candidatura de Gean Loureiro (União Brasil). Bornhausen foi filiado ao DEM até 2011 e, de lá para cá, ficou sem partido. No PSD, depois de presidir o PSB e uma filiação relâmpago ao Podemos, também está o filho e ex-deputado Paulinho Bornhausen.
  • Estão usando a minha foto para se passar por mim no WhatsApp e pedir dinheiro!”. O alerta é do ex-prefeito Antídio Lunelli (MDB), já que não está pedindo dinheiro a pessoas físicas para sua campanha de pré-candidato. O número do golpista é (44) 9124-8159. O DDD 44 corresponde a 129 municípios do interior do Paraná.
  • “Brigar por ideologia política não vai colocar comida na mesa dos mais de 600 mil catarinenses (os dados são oficiais) que vivem com menos de R$ 450 por mês, nem gerar empregos, nem resolver o preço da gasolina”.
  • Discurso é do senador Dario Berger (PSB), pregando a união da esquerda na briga pelo governo, “para resolver esses problemas que, de fato, são prioridades”. E ele como cabeça de chapa, é claro. Berger corre sério risco de não ser o candidato da chamada frente democrática.
  • “Nenhum governador pode se dar ao luxo de se afastar do presidente da República! Principalmente quando este presidente o elege”. Do senador Jorginho Mello (PL), alfinetando Carlos Moisés (Republicanos), um ilustre desconhecido eleito na “onda Bolsonaro” de 2018.
  • A vice-governadora Daniela Reinher (PL), com domicílio eleitoral em Chapecó, tomou chá de sumiço. Anunciada como candidata a deputada estadual ou federal, era vista com frequência em companhia do candidato a governador, senador Jorginho Mello (PL), que a levou para o partido.

De olho em 2026

À tiracolo do governador Carlos Moisés (Republicanos) por onde quer que ele vá em eventos públicos, com destaque para a liberação de verbas oriundas do Plano 1000, a deputada Ana Paula Silva, ex-prefeita de Bombinhas, mira não só a sua reeleição, mas a própria cadeira do governador em 2026. Fiel escudeira de Moisés, de quem já foi líder na Assembleia Legislativa, o que resultou na sua expulsão do PDT, Paulinha já teria o aval do próprio Moisés se o projeto de reeleição (dele) der certo.

(Foto: Camila Silveira Rosa)

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