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Controlador do maruim ainda está indisponível para distribuição

Agora estão sendo identificados os diferentes cultivos e como proceder em cada um deles, como cepas de bananeira e de palmeira, esterqueiras e outros materiais que produzem alimentos para as larvas da mosca maruim se desenvolverem

20/02/2020

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Controlador do maruim ainda está indisponível para distribuição

Em setembro do ano passado foi inaugurado o Laboratório de Inovação vinculado ao Consórcio Intermunicipal de Gestão Pública do Vale do Itapocu (Cigamvali), envolvendo os sete municípios da região e mais Luiz Alves, que se uniram para a compra dos equipamentos. A partir de então começou a produção do Controlador Bioativo do Maruim (CBM) e algumas propriedades dos municípios envolvidos foram escolhidas para experimentar o produto.

A pesquisa não está concluída e tampouco existe o CBM disponível, dada a produção limitada. Na manhã de ontem (18), durante encontro com a imprensa, na sede da Amvali, foram apresentadas as etapas concluídas dentro do Programa Maruim e esclarecimentos da etapa definida como “experimentação em regiões piloto”.

Um dos pesquisadores e desenvolvedores do produto, Lineu Del Ciampo, também participou, junto com os prefeitos de Jaraguá do Sul, Luiz Alves e Corupá. O produto continua em fase de testes, segundo explicaram Lineu e a executiva do Cigamvali, Juliana Demarchi. Agora estão sendo identificados os diferentes cultivos e como proceder em cada um deles, como cepas de bananeira e de palmeira, esterqueiras e outros materiais que produzem alimentos para as larvas da mosca maruim se desenvolverem.

“Estamos ainda em fase de testes, é um processo lento, não é de hoje para amanhã”, comentou o pesquisador Lineu Del Ciampo. A estratégia de combate ao maruim consiste no uso do controlador bioativo, que interfere no desenvolvimento das larvas. A ideia é combater a mosca na fase larval e não o maruim adulto, impedindo que se desenvolvam.

Experimentos iniciais atestam redução da infestação da mosca

Já são cerca de 15 anos de pesquisa, iniciada pela Fundação Osvaldo Cruz, do Rio de Janeiro, em parceria com a Amvali. Não existe previsão de quando o produto será distribuído em grande escala, apesar da necessidade do controle da praga que afeta tanto humanos quanto animais de sangue quente, pela alta infestação nas áreas rurais da região. Por enquanto é disponibilizado somente para os produtores previamente cadastrados. Iniciou em 2019 com 12 experimentos nos oito municípios, mas outras adesões estão acontecendo.

Os prefeitos de Luiz Alves, Marcos Veber, e de Corupá, João Carlos Gottardi, declararam que em conversa com os produtores que fazem parte do experimento, em seus municípios, obtiveram a informação de que houve uma redução da infestação no entorno da área controlada, com aplicação do CBM nas cepas da bananeira, uma das principais fontes de alimentos onde o maruim adulto faz a postura e as larvas se desenvolvem.

Mas, ainda é cedo para uma avaliação conclusiva. O encontro com a imprensa foi para esclarecer que o controlador bioativo do maruim ainda não existe disponível em grande escala, apenas para os experimentos, que são acompanhados pelos técnicos que fazem avaliações periódicas dos primeiros resultados. O produto será patenteado junto ao INPI, como de propriedade do Consórcio. Até o final de março será feito o depósito, assegurando a propriedade intelectual do CBM.

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