Colunistas | 12/01/2026 | Atualizado em: 12/01/26 ás 11:43

Promessas de Ano-Novo: o que dizem sobre nós e por que abandonamos tudo tão rápido?

Quantas promessas de Ano-Novo você já esqueceu? Marcelo Lamas fala disso com humor e verdade

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Promessas de Ano-Novo: o que dizem sobre nós e por que abandonamos tudo tão rápido?

Foto: Ilustração gerada por IA com ambientação de Ano-Novo

Resoluções de Ano-Novo

Em cada primeiro do ano o céu é cuidadosamente repintado de azul*. Bem que essa frase poderia ser minha, mas não tenho esse poder de síntese. Preciso encher uma folha inteira para conseguir dizer alguma coisa.

Quando o ano está virando no calendário, começam as promessas, os projetos e as resoluções:

Projeto Fitness: seja por saúde, estética, implicância com espelho, botões das calças ou para voltar a usar aquela “brusinha”;

Trocar de carro: a rede social mostrando que seus pares: parentes, vizinhos ou colegas, pegaram um carro mais novo, ou subiram de categoria no ano que terminou e você caindo na FIPE;

Sair do aluguel: a geração anterior herdava terreno ou imóvel quando se casava e a atual, se quiser casa, tem que assumir uma dívida vitalícia, mas ter um teto pra chamar de seu, vale o sacrifício;

Mudar de Carreira: arrumar um emprego igual ao da sua prima(o), que parece trabalhar na Disney, ganhando mais do que merece e fazendo pouco;

Adotar (mais um) pet: tirar um bicho da rua, mesmo sem saber quem vai cuidar dele nos incontáveis feriadões desse ano – mas contando com aquele amigo que um dia disse gostar mais de animais do que de gente;

Ter um filho(a): mesmo que ainda falte conhecer a outra parte que fecha a equação;

Economizar: sabendo que a tendência é seguir a redução do poder de compra do trabalhador CLT;

Shape da Gracyanne: sendo que na primeira segunda-feira útil do ano a academia bateu recorde de pessoas que chutaram o balde nas festas e que foram somente na aula experimental;

Correr como o Dráuzio: considerando que no ano passado o que mais se viu foi gente comprando tênis colorido e pagando para correr na rua;

Não falar mal de ninguém: aí não valerá a pena terminar o ano vivo.

É importante dizer que talvez nenhuma dessas resoluções diga respeito a vida deste cronista, pois segundo a youtuber Mabel Dias, você deve guardar os seus planos silenciosamente consigo.

Mas uma delas posso revelar: prometi ler uma crônica por dia, de autores diferentes, que estão na minha modesta biblioteca. Consegui honrar até o dia 5.

*Mario Quintana, no livro “Da preguiça como método de trabalho” (Porto Alegre: Ed. Globo, 1987).

Marcelo Lamas é cronista. Autor de Papo no cafezinho, Indesmentíveis, entre outros.

marcelolamasbr@gmail.com

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Marcelo Lamas

Marcelo Lamas Cronista, autor de 4 livros. Sou gaúcho radicado em Jaraguá, há 3 décadas, porém, estou mais para jaraguaense, nascido no RS. Frio, doces, cafés, gatos, livros, futebol e Coca-Cola são as minhas preferências.

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