Economia

Dados da economia mostram um Estado diferenciado do Brasil

A força de trabalho, no segundo trimestre de 2021, está estimada em 3,761 milhões de pessoas sendo que 94,2% delas estavam ocupadas

26/09/2021

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Dados da economia mostram um Estado diferenciado do Brasil

Divulgação

Santa Catarina tem 7,338 milhões de habitantes que estão dispersos em uma área de 95,7 mil km2. A força de trabalho, no segundo trimestre de 2021, está estimada em 3,761 milhões de pessoas sendo que 94,2% delas estavam ocupadas. Dessas, 51,7% estavam empregadas no setor privado (90% com carteira assinada, o maior percentual do País), 4% eram trabalhadores domésticos, 11,1% empregados no setor público, 5,2% eram empregadores e 25,8% trabalhavam por conta própria. Os trabalhadores familiares auxiliares representam outros 2,2% da população ocupada.

Dos 3,540 milhões de catarinenses ocupados, 22,8% trabalhavam na indústria; 17,4% no comércio; 15,4% na administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais; 11,9% nos serviços de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas; 9,6% na agropecuária, florestas e pesca; 6,6% na construção; 5,5% nos transportes, armazenagem e correio; 4% nos serviços domésticos; 3,7% em outros serviços e 3,1% em serviços de alojamento e alimentação.

A taxa de desocupação no Estado está em 5,8%, a mais baixa do País, cuja média é 14,1%. O percentual teve redução de 1,1 p.p., ou 38 mil pessoas a menos, na comparação com o 2º trimestre de 2020. Em relação ao primeiro trimestre, a taxa diminui 0,4 p.p. (9 mil pessoas a menos). São agora 219 mil pessoas desocupadas. Os trabalhadores na informalidade totalizaram 954 mil pessoas, representando 26,9% das pessoas ocupadas, percentual que se manteve como o menor entre os estados, cuja média é de 40,6%.

A taxa estadual de subutilização da força de trabalho recuou para 10,6%, representando 43 mil pessoas subutilizadas a menos em relação ao trimestre anterior, e é a menor do País. O percentual de pessoas desalentadas caiu para 0,9%, ou 6 mil pessoas a menos em relação ao primeiro trimestre é também o menor do País. As médias nacionais desses últimos indicadores são de 28,6% e 5,2%, respectivamente.

O PIB cresceu 3,7% em 2018, atingindo R$ 298,2 bilhões, o 6º maior do País, sendo que o PIB per capita de R$ 42.149 era o 4º maior. Estima-se um crescimento da economia de 3,5% em 2019 e uma retração de 0,9% em 2020. Em 2020, as exportações atingiram US$ 8,1 bilhões ou 3,9% do total nacional. Nossa localização estratégica e competitividade tarifária e portuária nos posiciona como o 3º maior estado importador com 10% do total em 2020.

As informações foram divulgadas no início de setembro e estão no Boletim de Indicadores Econômico-Fiscais de Santa Catarina, uma publicação on-line e mensal da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), compartilhando dados quantitativos e qualitativos do desempenho da economia catarinense.

Desempenho econômico faz SC avançar no seu PIB

A estimativa do PIB catarinense, calculada pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, passou de uma retração de 0,9% em 2020 para um crescimento de 9,1% nos 12 meses encerrados em junho de 2021, na comparação com o mesmo período anterior. Segundo o IBGE, o PIB brasileiro passou de uma retração de 4,1% em 2020 para um crescimento de 1,8% em 12 meses até junho, na comparação com o mesmo período anterior.

O cenário de forte crescimento é em parte explicado por ocorrer sob uma base muito fraca, já que no primeiro semestre de 2020 houve forte queda na produção, especialmente nos serviços e na indústria, setores de grande peso no PIB. Mas deve-se também, ao desempenho da economia estadual que figura como as de maior crescimento no País, com forte retomada no setor de serviços e na indústria, em muitos casos superando a produção pré-pandemia.

A geração de empregos formais cresceu 11,4% nesse período, sendo o Estado o terceiro maior em contratações. No período, a agropecuária catarinense retraiu 0,6%, influenciada pela queda da produção agrícola de 4%, já que a pecuária cresceu 3,4%. A indústria total cresceu 13,7%, sendo que a indústria de transformação cresceu 16,2%. A construção civil cresceu 8,6%. Nos serviços, além do desempenho do comércio (+10,7%), o destaque foi o dos serviços prestados às empresas que cresceu 27,8%.

Os serviços prestados às famílias, teve queda (-14,6%), mas não o suficiente para influenciar o resultado positivo do setor que cresceu 8%.

Foto: Ricardo Wolffenbuttel – Secom SC.

15 cidades mantém 55% das empresas ativas

O número de empresas ativas em SC até o dia 3 de setembro era de 1.056.355. Desse total, 53,2% referem-se a microempreendedores individuais (MEI), enquanto 5,6% são empresas individuais de responsabilidade limitada (EIRELI) e 10,5% são empreendedores individuais (EI). As empresas de sociedade limitada representam outros 29%. Somados, essas categorias somam 98,4% das empresas do Estado.

Florianópolis lidera o empreendedorismo em Santa Catarina. Do total de empresas ativas no Estado, 55,6% estão registradas em 15 municípios: Florianópolis 110.248, Joinville 91.070, Blumenau 60.324, Itajaí 46.135, São José 41.212, Balneário Camboriú 34.701, Chapecó 32.790, Palhoça 31.715, Criciúma 27.871, Jaraguá do Sul 24.742, Lages 20.700, Brusque 20.421, Tubarão 16.482, Itapema 15.311 e Camboriú 13.993.

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