Cotidiano | 18/02/2026 | Atualizado em: 18/02/26 ás 14:15

Bugios e outros mais! Conheça as espécies de macacos que habitam em Jaraguá do Sul

Conheça todas as espécies que vivem na cidade e saiba o que fazer ao se deparar com um desses animais.

PUBLICIDADE
Bugios e outros mais! Conheça as espécies de macacos que habitam em Jaraguá do Sul

Foto: Reprodução/Instagram @biologo.giba

A aparição de um bugio no bairro Ilha da Figueira, nesta semana, fez lembrar da riqueza que Jaraguá do Sul abriga em sua fauna. Cercada por áreas de Mata Atlântica, a cidade convive com esses animais desde sempre, e esta não foi a primeira vez que um macaco saiu das matas para dar as caras em áreas urbanas.

Mas o que torna esse caso dessa aparição ainda mais simbólica é que o bugio chegou a ficar ameaçado de extinção na região após um surto de Febre Amarela, em 2020. A boa notícia pode, sim, ser comemorada, mas ela também traz um lembrete importante: como bons cidadãos, precisamos ajudar a preservar.

Um bugio de alimentando com uma bananinha. | Foto: Traphitho/Pixabay

Então que tal entender um pouco mais sobre a fauna local? O JDV procurou a Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama) para saber quais são as espécies de primatas que vivem em Jaraguá do Sul e de que forma a população pode contribuir para preservá-las e conviver com elas da melhor maneira sempre que surgirem perto de casa.

Quais primatas vivem em Jaraguá do Sul?

De acordo com o biólogo Gilberto Ademar Duwe, diretor da Fujama, atualmente, três espécies de primatas são encontradas na região:

  • Bugio – espécie nativa e considerada vulnerável no estado
  • Macaco-prego – espécie nativa da região
  • Sagui – espécie exótica, originária do Sudeste e Nordeste do Brasil

Ele explica que o sagui não é natural de Jaraguá do Sul. Ele foi trazido para cativeiro e, com o tempo, alguns foram soltos ou fugiram, formando populações que hoje vivem e se reproduzem na cidade.

Sagui de tufos brancos apoiado em estrutura de tijolos em área urbana
Um sagui próximo a uma casa. | Foto: ikamahalopes0/Pixabay

Além disso, a presença de primatas próximos a residências não é incomum. Cada espécie tem um comportamento diferente. O bugio pode aparecer na cidade quando é expulso do bando ou quando está desorientado, buscando alimento.

Já o macaco-prego costuma se aproximar mais das casas por causa da oferta de comida feita por moradores. Com o tempo, o animal pode se acostumar com essa facilidade e passar a frequentar áreas urbanas com mais frequência.

Macaco-prego em galho de árvore em área de Mata Atlântica
Imagem de um macaco-prego. | Foto: Chiemseherin/Pixabay

O sagui, por ser uma espécie que já vive em ambientes modificados, também pode ser visto em regiões próximas às moradias.

O que fazer ao encontrar um macaco perto de casa?

O diretor da Fujama esclarece que nem todo animal silvestre visto na cidade precisa ser resgatado. O resgate é indicado apenas quando:

  • O animal está ferido
  • Está preso dentro de uma residência
  • Está em risco iminente, como em ruas muito movimentadas
  • Representa risco à população

Caso contrário, a orientação é observar de longe e não interferir. “Existem duas coisas muito importantes que a população deve ter em mente: conhecer o animal e respeitar o espaço dele”, explica Duwe.

A recomendação é:

  • Não tentar tocar ou capturar
  • Não se aproximar
  • Não oferecer alimento ou deixar restos expostos no quintal

Oferecer comida pode fazer com que o animal se acostume à presença humana, tornando-se cada vez mais urbano e aumentando o risco de conflitos.

>> O resgate de animais silvestres em Jaraguá do Sul é feito pela Fujama de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h – pelo telefone (47) 3409-0290. Fora desse horário, os Bombeiros Voluntários atuam com apoio técnico do órgão ambiental pelo 193.

Bugio reacende esperança ambiental

O avistamento de um bugio macho na Via Verde repercutiu, principalmente entre especialistas ambientais da região, porque este registro tem peso histórico. Duwe explicou que a população de bugios foi praticamente dizimada no início de 2020 devido à Febre Amarela.

Na época, a situação teve pouca repercussão, já que coincidiu com o início da pandemia de Covid-19. O impacto, porém, foi sentido diretamente nas matas.

“A gente tinha muito bugio em tudo quanto é canto e simplesmente a floresta ficou quieta, porque não se ouvia mais o ronco do animal”, explicou.

Como isso impacta sua vida?

Para quem mora na cidade, isso significa conviver com a fauna silvestre de forma responsável. Conhecer as espécies, evitar alimentar e respeitar o espaço dos animais ajuda a preservar não apenas os macacos, mas todo o ecossistema local.

Notícias de Jaraguá no seu WhatsApp Fique por dentro de tudo o que acontece na cidade e região.
Entrar no Canal

Maria Eduarda Günther

Jornalista em formação na FURB, nascida em Jaraguá. Cresci entre filmes, livros e peças teatrais. Após criar conteúdo para redes socias sobre Formula 1 e esportes descobri a paixão por jornalismo e a área de comunicação. Nunca perco a oportunidade de conhecer novos lugares e novas histórias por ai.

PUBLICIDADE
Hospedagem por ServerDo.in
©️ JDV - Notícias de Jaraguá do Sul e região - Todos os direitos reservados.
guiwes.com.br