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FCDL mostra efeitos negativos no comércio com a paralisação
Segundo a FCDL 81% dos entrevistados acreditam que a economia voltará a crescer em um ano.
Depois de mais de 30 dias de isolamento social, a primeira semana de reabertura do comércio de rua sinalizou aos lojistas um pequeno recuo nas perdas em volume de vendas.
“Embora distante do melhor cenário, o reencontro com os clientes já se mostra essencial para a nossa recuperação. A reaproximação com o consumidor garante às lojas melhor faturamento, em especial àquelas que recebem os pagamentos das prestações em carnês”, segundo Ivan Tauffer, presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina (FCDL/SC).
Levantamento realizado entre 14 e 17 de abril, com 2.179 lojistas associados às CDLs, de diversos setores, como confecções, calçados, materiais de construção, serviços e indústria, mostram números assustadores.
Dos entrevistados 40,2% revelaram que tiveram perdas financeiras superiores a 50% – enquanto 31,5% registraram entre 21 a 50%.
O levantamento indicou que 23,9% dos lojistas entrevistados já realizaram alguma demissão, em um total de 836 funcionários desligados durante o período de isolamento social. Para 37,7% dos empresários consultados existe a previsão de reduzir ainda mais o número de empregados nos próximos 90 dias.
Conteúdos em alta
Em relação ao futuro de seus negócios, 40,5% estimam queda no faturamento entre R$ 10 mil a R$ 30 mil nos próximos três meses, enquanto 35,2% apontam entre R$ 30 mil e R$ 100 mil.
Na atual condição restritiva, 35,7% das empresas garantem manter-se por mais três meses, enquanto 26,8% por apenas um mês.
Do total de consultados, 81,6% acreditam que a economia voltará a crescer após o período de um ano e 59,7% indicaram que precisarão recorrer a empréstimos bancários para equilibrar suas contas.