Saúde

Febre Amarela – Cerca de 16 mil ainda não se vacinaram em Jaraguá do Sul

Apesar de todos os esforços e campanhas realizadas, a estimativa é que cerca de 16 mil ainda precisam se vacinar. Fischer lembra que a vacina da febre amarela é única

30/01/2020

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Febre Amarela – Cerca de 16 mil ainda não se vacinaram em Jaraguá do Sul

A recente confirmação do primeiro caso de febre amarela na cidade de São Bento do Sul reforçou o alerta das autoridades sanitárias do Estado. No entanto, desde o segundo semestre de 2018 a Secretaria de Saúde de Jaraguá do Sul já intensificava os trabalhos em relação à doença no Município. Segundo o diretor de Vigilância em Saúde, Dalton Fischer, as ações neste sentido iniciaram no segundo semestre de 2018 quando técnicos da Secretaria foram de casa em casa na região rural para aplicar a vacina.

“No ano passado fizemos uma campanha ainda mais intensa, inclusive com vacinação nos fins de semana em supermercados e atingimos um bom número de pessoas com vacinação da febre amarela”, destaca o diretor.  Entretanto, apesar de todos os esforços e campanhas realizadas, a estimativa é que cerca de 16 mil ainda precisam se vacinar. Fischer lembra que a vacina da febre amarela é única. “Quem já se vacinou mesmo que há dez anos ou mais não precisa mais de imunização”. 

Além do caso de São Bento do Sul, outro fator pode indicar que o vírus já pode ter chegado ao Vale do Itapocu: o aparecimento de macacos mortos na região. “Desde o início do ano foram encontrados oito macacos mortos, todos da espécie bugio e, em alguns deles, foi possível realizar a coleta de algumas amostras para envio ao Laboratório Central da Saúde Pública (Lacen) para verificar se foi em função da febre amarela que esses animais morreram”. Os resultados dos exames ainda não chegaram.

Dalton esclarece que a transmissão da febre amarela é feita exclusivamente pelo mosquito. “Os primatas nos servem como sentinelas. O fato de encontrarmos macacos mortos pode indicar a presença da circulação do vírus da febre amarela na região. Então, as pessoas não precisam se preocupar com eles já que nossos maiores aliados são justamente esses macacos para que se identifique onde está circulando o vírus”, destaca. Segundo Fischer, o cuidado deve ser tomado mas com o mosquito.

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