Cotidiano | 19/06/2026 | Atualizado em: 19/06/26 ás 10:21

Filhote de gato-maracajá resgatado em Jaraguá do Sul chama atenção por comportamento incomum

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Filhote de gato-maracajá resgatado em Jaraguá do Sul chama atenção por comportamento incomum

Foto:divulgação prefeitura

A presença de animais silvestres na região de Jaraguá do Sul exige cuidados específicos para garantir tanto a segurança das pessoas quanto a preservação das espécies. Quando esses animais precisam de resgate, o atendimento adequado pode ser decisivo para a recuperação e o retorno ao habitat natural.

Foi o que aconteceu nesta semana com um filhote de gato-maracajá (Leopardus wiedii), recolhido pela equipe de Resgate de Fauna da Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama) após um primeiro atendimento realizado pelos Bombeiros Voluntários.

Felino estava debilitado e chamou atenção da equipe

O animal apresentava sinais de desidratação e estava bastante magro. Por isso, foi encaminhado para avaliação veterinária.

Durante a passagem pela fundação, porém, uma característica chamou a atenção da equipe. O filhote, que tem cerca de 4 a 5 meses de idade, demonstrou comportamento manso, algo considerado incomum para um felino silvestre.

Segundo a Fujama, essa característica leva a crer que o animal possa ter sido criado em cativeiro como animal doméstico, situação que configura crime ambiental por se tratar de uma espécie silvestre nativa.

Espécie ameaçada de extinção

De acordo com o biólogo Christian Raboch Lempek, é comum que pessoas encontrem filhotes sozinhos na mata e acreditem que foram abandonados pela mãe.

“Ocorre que, muitas vezes, as pessoas encontram o filhote sozinho na mata e acham que foi abandonado pela mãe, que saiu apenas para caçar. Então, acabam recolhendo o filhote. Neste caso, em específico, acreditamos que a pessoa manteve o felino em casa, o que é proibido. Eles possuem necessidades biológicas e de espaço que uma residência não pode suprir”, explica.

A espécie está ameaçada de extinção. Além disso, capturar ou manter um gato-maracajá em casa viola a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98).

A fundação também alerta para os riscos de segurança. Apesar de terem tamanho semelhante ao de um gato doméstico, esses animais são predadores silvestres e podem causar acidentes e ataques.

Animal segue em tratamento

O filhote está recebendo tratamento em uma clínica veterinária conveniada à Prefeitura de Jaraguá do Sul.

Após a recuperação do quadro de saúde, ele será encaminhado para um processo de reabilitação.

O que fazer ao encontrar um animal silvestre?

A orientação da Fujama é que, ao encontrar um animal silvestre ferido, perdido ou em situação de risco, a população não tente capturá-lo.

O procedimento correto é acionar um órgão ambiental para que o resgate seja realizado de forma segura e para que o animal receba o encaminhamento adequado.

Como isso impacta sua vida?

Casos como esse mostram a importância de acionar equipes especializadas ao encontrar animais silvestres na região. Além de evitar riscos para as pessoas, o procedimento correto ajuda a preservar espécies ameaçadas de extinção e aumenta as chances de recuperação dos animais resgatados.

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