Geral

Governo lança campanha de prevenção da gravidez na adolescência

A taxa brasileira é de 68 nascimentos para cada 1000 mulheres adolescentes, superior à média mundial e da América Latina. Iniciativa busca promover a reflexão entre jovens e as famílias sobre o impacto da gravidez dos 15 aos 19 anos

04/02/2020

Por

Governo lança campanha de prevenção da gravidez na adolescência

Com o mote “Adolescência Primeiro, Gravidez Depois”, os Ministérios da Saúde e das Mulheres, Família e Direitos Humanos lançaram hoje uma nova campanha de prevenção da gravidez na adolescência. A iniciativa busca promover a reflexão entre jovens e as famílias sobre o impacto da gravidez dos 15 aos 19 anos. Serão gastos R$ 3,5 milhões na divulgação da campanha em diferentes tipos de mídias, incluindo TV e Internet.

Dados do Ministério da Saúde mostram a queda do número de gravidez na adolescência nos últimos 20 anos. De 2000 a 2018, caiu em 40% a gestação de adolescentes de 15 a 19 anos. Mas no caso de menores de 15 anos a redução foi menor, 27%. A taxa brasileira é de 68 nascimentos para cada 1000 mulheres adolescentes, superior à média mundial e da América Latina.

O Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandeta, afirma que a campanha quer discutir o problema da gravidez com os adolescentes e suas famílias. Segundo o Ministério da Saúde mostram que em 2019 também foram realizadas 26 mil ações de saúde sexual, reprodutiva, planejamento familiar e prevenção de infecções junto a 1,5 milhão de estudantes. O SUS oferece métodos de planejamento familiar e proteção contra infecções sexualmente transmissíveis. Esse ano devem ser distribuídos 570 milhões de preservativos pelo governo.

A Ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves, afirma que a proposta de abstinência é um método complementar para evitar a gravidez. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, os programas de redução da gravidez na adolescência com foco na abstinência sexual vêm tendo falhas em seus resultados. A avaliação é que as políticas não devem levar em consideração apenas o início precoce da vida sexual, mas também a dificuldade de acesso aos serviços de saúde e aos métodos contraceptivos.

 

 

 

Notícias relacionadas

x