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Investigação de corrupção pode ter levado delegado-geral da Polícia Civil de SC a pedir demissão

A informação não foi divulgada oficialmente pelo governo. Ao JDV, a assessoria da Polícia Civil disse que aguarda um posicionamento oficial

01/10/2021

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Investigação de corrupção pode ter levado delegado-geral da Polícia Civil de SC a pedir demissão

James Tavares/Secom

Os rumores da saída do recém-chegado delegado-geral da Polícia Civil, Laurito Akira Sato, movimentou a polícia catarinense no fim da tarde de hoje (1). A informação foi publicada pelo ND +. 

De acordo com a reportagem, pessoas ligadas ao agora ex-delegado, relataram que houve uma reunião em que estavam presentes integrantes do primeiro escalão do governo e Sato teria recebido o pedido para que afastasse os delegados da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC) envolvidos em uma investigação de suposta fraude. 

A informação não foi divulgada oficialmente pelo governo. O JDV entrou em contato com o delegado que não respondeu até o momento e a assessoria da Polícia Civil nos informou que aguarda um posicionamento oficial sobre o caso.  

Um dos delegados que seriam “afastados se o pedido fosse atendido” seria Rodrigo R. Schneider, coordenador estadual das Delegacias Especializadas no Combate à Corrupção da Polícia Civil de Santa Catarina. O delegado estava à frente das investigações da suposta corrupção.

Sato teria respondido que não compactuava com o pedido e o teria classificado como coação. Teria frisado, ainda, que a Polícia Civil não iria abafar um caso de corrupção. 

Em entrevista exclusiva esta semana ao JDV, Sato disse que “a missão principal é a continuação do trabalho ao crime [organizado e a corrupção]”. 

A suposta fraude aconteceu em dezembro de 2019 onde a SCPar Porto de São Francisco do Sul contratou a imprensa Iorsec, que passou a se chamar Coen Tecnologia e Inteligência Ltda, para desenvolver e implementar software para acompanhamento de indicadores e avaliação de desempenho pelo valor de R$ 486.000,00, por inexigibilidade de licitação, ou seja, sem licitação, o que não se justifica.

Entretanto, o sistema era usado parcialmente. Não era alimentado com dados por todos os setores. Algumas áreas nunca fizeram uso do sistema.

Inclusive, no dia 11 de dezembro do ano passado, a própria SCPar Porto de SFS informou que cancelou o contrato com a Ceon.

Como fica o comando da Policia Civil? 

Se confirmado a saída de Sato, quem deve assumir o comando é o delegado Marcos Ghizzoni Júnior, com larga experiência no cargo. Porém, também não teria aceitado por não aceitar o pedido de afastamento de delegados da Deic que investigam as supostas fraudes.

Agora, outro delegado cotado para a vaga e, já convidado, foi Rafaelo Ross, que atua na coordenação da Delegacia de Investigação Criminal de Joinville (DIC).

Segundo a reportagem,  Ross já teria aceitado o convite e está aguardando a publicação no Diário Oficial, o que pode ocorrer ainda nesta sexta-feira à noite.

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