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Liberou geral!

Ora, como se vai controlar o uso de máscaras e distanciamento social com todo mundo aglomerado, bebendo e dançando?

04/05/2021

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Liberou geral!

Há quem diga que, para tentar minimizar críticas de todo lado sobre o reajuste da alíquota do ICMS sobre combustíveis e gás de cozinha, a governadora Daniela Reinehr liberou festas em casas noturnas, pubs, boates e por aí afora. Ora, como se vai controlar o uso de máscaras e distanciamento social com todo mundo aglomerado, bebendo e dançando? O pior é que a secretária de Saúde e deputada federal licenciada, Carmem Zanotto (Cidadania), concordou. Num momento de falta de vacinas e com cirurgias eletivas suspensas pela demanda de pacientes infectados pela Covid 19.

Ela tinha razão

Quando o governador afastado, Carlos Moisés (PSL), a convidou para o mesmo cargo, no ano passado, Zanotto recusou, dizendo que seria muito mais útil para Santa Catarina se ficasse em Brasília. De fato, há que se dar toda razão a ela que, até agora, não foi além de meros discursos de ocasião sem nenhuma ação prática além do que já tinha feito seu antecessor demitido pela governadora. Ela e Daniela se mostram populistas e irresponsáveis.

 Apoiando Moisés

Na região Oeste de Santa Catarina, pelo menos 30 prefeitos assinaram manifestação de apoio ao governador afastado, Carlos Moisés (PSL). Outros 28 do Alto Vale do Itajaí também já se manifestaram, em documento, pela volta dele ao comando do Executivo catarinense. A rejeição à interina Daniela Reinher (sem partido) pode ser vista na semana passada quanto esteve na região e apenas três prefeitos foram ao encontro dela.

Jornalismo sem-vergonha!

Emissoras de TV que se prestam ao papel de alto-falante da Globo praticamente ignoraram manifestações em quase todo o país (e em Jaraguá do Sul também) de protestos contra a o STF e de apoio ao governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Preferindo priorizar pífios protestos- e com todo o direito de quem os fez, diga-se, como o previsto na Constituição-, de militantes de oposição. É o que se pode chamar de jornalismo sem-vergonha.

Prioridade direcionada

Disse o jornalista Paulo Alceu, da NDTV: “Priorizaram mensagens oposicionistas de Lula, Dilma e FHC, que também estão no contexto da notícia e que devem, sim, ser divulgadas, sintonizando ou não com eles, mas jamais superando o que as ruas em verde e amarelo movimentaram o Brasil neste 1º de Maio.

Falta de respeito!

E prosseguiu Alceu: “Foi uma manifestação em respeito ao País, mas que pelo visto incomoda aqueles que têm o Brasil como trampolim de interesses pessoais ou de ideologias destrutivas. Merece, no mínimo, uma análise um presidente da República ser triturado, todos os dias, e ainda receber esse apoio popular”.

E agora, vai?

O inaceitável corte de R$ 136,5 milhões em recursos federais previstos para 2021 em investimentos na infraestrutura rodoviária parece ter acordado a bancada federal catarinense.

Ontem (3) reuniram-se deputados da Comissão de Transportes e Desenvolvimento Urbano da Assembleia Legislativa, o presidente da Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado, Dário Berger (MDB), o presidente da Comissão de Viação e Transportes da Câmara Federal, Carlos Chiodini (MDB) e a coordenadora do Fórum Parlamentar Catarinense, Ângela Amin (PP). Mais empresários ligados à Federação das Indústrias de Santa Catarina.

Falando ao vento

No início de abril a Assembleia Legislativa aprovou, por maioria de votos, a liberação de recursos do Estado no valor de R$ 200 milhões para a BR-470, R$ 100 milhões para a BR-163 e outros R$ 100 milhões para a duplicação da BR-280, entre Joinville e São Francisco do Sul.

Porém, no orçamento das União aprovado há poucos dias pelo Congresso, consta corte de 50% dos recursos federais para estas obras. Como resultado da reunião de ontem, nada além das críticas costumeiras. Com razões de sobra, mas sem definições sobre alternativas que possam minimizar as consequências. Resumindo, mais um protesto sem eco. Infelizmente ainda somos muito cordeirinhos.

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