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Loot boxes: perigo escondido para os adolescentes?

Algumas desenvolvedoras  já assumiram que monetizar seus produtos está causando danos a suas marcas e preferem seguir em frente com outras ideias

20/04/2020

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Loot boxes: perigo escondido para os adolescentes?

As loot boxes são um dos temas do momento para a indústria de videojogos, desde as desenvolvedoras aos milhões de usuários e jogadores em todo o mundo. Jogos como Overwatch, Counter Strike:Global Offensive e Star Wars Battlefront 2 apresentam essa forma extra de monetização, que vem gerando muitas críticas.

Apareceu um número importante de relatos apontando para jovens e adolescentes gastando bastante acima do que seria normal para um videojogo, e aparentemente sem controlo de seus pais.

As desenvolvedoras vêm tentando passar ao lado do problema. Algumas já assumiram que essa forma de monetizar seus produtos está causando danos a suas marcas e preferem seguir em frente com outras ideias, mas outras não querem desistir disso já, independente das queixas.

Problema: um “jogo de cassino”

As desenvolvedoras bolaram um mecanismo de monetização de seus jogos que é praticamente infinito, pois o jogador pode continuar sempre gastando mais e mais dinheiro. Para conseguir itens extra para o jogo, como armas mais poderosas ou simplesmente itens estéticos, o usuário deve fazer um pequeno pagamento e jogar na chance de conseguir um desses itens. Eles não são comprados; existe uma “odd”, definida pelo software do jogo, que vai determinar se o jogador consegue ou não seu item.

O mecanismo é bem semelhante ao que é possível encontrar numa máquina caça-níquel no Cassinos Brazil ou em um site de jogos de cassino online. M

as tem duas diferenças, e para pior: aqui tem menores de idade jogando, e além disso o videogame não explica o que está fazendo – o usuário está ali para jogar um jogo eletrônico, enquanto o jogador de cassino só está ali mesmo para arriscar na sorte.

Críticas a nível mundial

Rebentou a polêmica ainda no final de 2017, aparecendo críticas em vários países, da parte da mídia e também de responsáveis políticos. Na Bélgica e na Holanda, as autoridades do governo acabaram determinando a proibição da presença de loot boxes nos jogos disponibilizados no país; várias desenvolvedoras estão já obedecendo à proibição da Bélgica, mesmo protestando. Outros países deverão assistir a novos desenvolvimentos, principalmente nos Estados Unidos e na Austrália.

E quanto ao Brasil?

Curiosamente, em nosso país, e além de alguns artigos (como o que falámos acima, do Jogos UOL) e de alguma mídia especializada, esse tema não parece estar no topo das prioridades das autoridades. Os defensores da proibição dos jogos de azar no Brasil poderiam dizer que isso é sintoma da mentalidade favorável à jogatina que está se instalando em nosso país.

Entretanto, países como a Bélgica ou a Holanda autorizam os jogos de azar – o que não permitem é que os menores tenham acesso.

No Brasil parece mais descaso com tudo que seja inovação tecnológica, social ou cultural. É como se as autoridades simulassem que nada disso existe.

Todavia, o resultado é que poderemos ter adolescentes gastando dinheiro em loot boxes sem vigilância; ao mesmo tempo, temos cidadãos adultos e responsáveis pegando um avião para Punta del Este para jogar nos cassinos de lá. Faz sentido?

 

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