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Luiz e Wanda Prestini completaram 77 anos de casamento

O casal pela amizade e carisma, uniu a comunidade tradicional de luteranos e católicos, em Santa Luzia

09/07/2021

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Jornalista apaixonada por cultura e segurança pública

O casal Luiz, de 99 anos, e Wanda Sohn Prestini, de 98 anos, celebraram na quinta-feira (8), 77 anos de união conjugal. Ou seja, Bodas de Alfazema, um raro acontecimento social e familiar, em Jaraguá do Sul e no Vale do Itapocu.

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O matrimônio aconteceu na fase que a humanidade atravessava momentos beligerantes, por conta da 2ª Guerra Mundial. Inclusive no município de Jaraguá do Sul, muitas famílias teuto- brasileiras e ítalo-brasileiras, viviam momentos apreensivos dado à política da campanha da nacionalização e as perseguições contra os remanescentes dos países do Eixo (Itália e Alemanha).

Atualmente, o casal continua residindo no bairro Santa Luzia (antigo Itapocuzinho Alto), núcleo urbano isolado. “Seu” Luiz como agricultor era participante da tradição do schützenverein, em Três Rios do Norte, que em janeiro de 1954, junto com um grupo de teuto-brasileiros fundaram a Sociedade Esportiva Amizade, continuidade das tradições do antiga Sociedade dos Atiradores Três Rios do Norte.

Dona Wanda Sohn foi professora profissional e de carreira, nas escolas da rede estadual Max Schubert, Vila Chartres e Elza Granzotto Ferraz. Assim, alfabetizou e promoveu a inclusão social de centenas de alunos, cujos cidadãos construíram as bases de desenvolvimento local, na agricultura, comércio, indústria e prestação de serviço.

O casal pela amizade e carisma, uniu a comunidade tradicional de luteranos e católicos, em Santa Luzia, pois, “Seu” Luiz era de família católica e Dona Wanda de família protestante. Mas isso, nunca foi motivo de discórdia e a sabedoria do casal é um exemplo a se seguir.

Assim, por conta desta referência ecumênica, muitas famílias de credo protestante e católico, frequentam em ocasiões especiais, os cultos e festas de igrejas, nas duas denominações cristãs.

O casal criou os filhos e se integrou à vida comunitária, com aroma suave e agradável, como a planta da alfazema. 

No início de da primeira década do século XXI, o casal foi entrevistado pelo Projeto de História Oral, do Arquivo Histórico Eugênio Victor Schmöckel.

* Com a colaboração do historiador Ademir Pfiffer.

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