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Mais de 42% dos que participam de programa antitabagismo pararam de fumar

Indice é considerado positivo pelas coordenadoras de grupos jaraguaenses de apoio para quem quer largar o cigarro

15/06/2020

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Mais de 42% dos que participam de programa antitabagismo pararam de fumar

Largar de vez o vício do cigarro. Difícil dilema para quem já fez do ato de fumar um hábito ao longo dos anos. Decisão na qual o fumante, normalmente precisa de ajuda para tomá-la. Auxílio não somente de familiares e amigos, mas muitas vezes, de grupos nos quais outros como ele buscam o mesmo propósito: banir a nicotina de suas vidas.

Atualmente há 521 Programas de Promoção de Saúde e Prevenção de Doenças informados à Associação Nacional de Saúde Suplementar (ANS), voltados para a prevenção, rastreamento e tratamento de casos de câncer. Destes, 215 programas atuam especificamente no tabagismo. Em relação às ações com foco no câncer de pulmão, são 64 programas em curso.

Desde 2005, o ProgramaNacional de Controle do Tabagismo passa a fazer parte da Política Nacional de Controle do Tabaco. Já o município de Jaraguá do Sul conta com o Programa Municipal de Controle do Tabagismo que, dentre outras ações, desenvolve grupos de combate ao tabagismo nas Unidades Básicas de Saúde. O Programa Municipal de Controle do Tabagismo, desde junho de 2019, está sendo coordenado pela enfermeira Raquel Mariano da Silva Beltrame e pela farmacêutica Katrin Grützmacher.

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Segundo elas, de junho de 2019 até junho de 2020, 159 pacientes passaram pelos grupos de tabagismo nas unidades básicas de saúde e destes 68 conseguiram parar de fumar (42,7%). “É um número bastante positivo, já que a média mais comum é de 30% dos participante que conseguem parar de fumar”, projetou Katrin. “A média da maioria dos ex-fumantes é de 3 a 5 tentativas antes de parar definitivamente”, completou.

Consequências do cigarro 

Katrin e Raquel apontam que o tabagismo é um fator de risco significativo para acidentes cerebrovasculares e por ataques cardíacos mortais. “É responsável pela a maior parte de todos os cânceres de pulmão e por mais de dois terços das mortes por essa doença no mundo. No Brasil, esse tipo de câncer é o segundo mais frequente”, aponta a enfermeira. “Entretanto, as consequências dos cigarros não são apenas essas: o número de mortes e internações é maior quando se considera que o tabagismo causa outras doenças.”

Pausa durante a pandemia 

Devido à pandemia do novo coronavírus, as reuniões sobre tabagismo nas unidades de Saúde estão suspensas. No entanto, os integrantes dos grupos mantidos pela coordenação do programa ainda se comunicam pelas redes sociais quando necessário.
Raquel e Ketrin lembram que no último dia 31 de maio, foi celebrado o Dia Mundial sem Tabaco, data que segundo elas visa conscientizar a sociedade sobre os males causados pelo tabagismo, que é reconhecido como uma doença crônica causada pela dependência da nicotina presente nos produtos à base de tabaco.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de oito milhões de pessoas morrem por ano em decorrência do uso do cigarro e assemelhados. Desse total, 1,2 milhão de mortes resultam da exposição passiva, ou seja, da inalação da fumaça de derivados do tabaco por indivíduos não fumantes que convivem com fumantes e respiram as mesmas substâncias tóxicas liberadas pelo fumo.

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