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Conheça a história por trás de Wilfred, o mascote que virou ícone da Schützenfest
Wilfred durante desfile da Schützenfest | Foto: PMJS/Divulgação
Quem frequenta a Schützenfest com certeza já se deparou com ele. Uma figura carismática, de sorriso largo, trajado com roupa típica alemã e sempre com sua inseparável espingarda cenográfica. Wilfred é o mascote que virou símbolo de uma das festas mais tradicionais de Jaraguá do Sul.
De crianças a adultos, não há quem resista à presença do boneco gigante durante a festa. Ele é um dos mais procurados para fotos, aparece nos desfiles oficiais e é presença garantida ao lado das majestades.
Mas o que poucos sabem é como essa figura surgiu, quem foi o primeiro a vesti-lo e quais são os desafios de manter viva essa tradição.
Antes de Wilfred, o simpático Hans Bier
A Schützenfest existe desde 1989, mas o Wilfred só entrou em cena em 1998. Antes dele, o evento contava com mascote inspirado no “Vovô Chopão” da Oktoberfest, o Hans Bier. Ele havia sido criado dentro da WEG e estilizado pela agência CMC.
Hans Bier fazia referência ao chope e à festa, mas não trazia a identidade típica do tiro esportivo, elemento essencial da Schützen. A lacuna foi percebida e, em 1998, a Associação de Clubes e Sociedades de Tiro do Vale do Itapocu (ACSTVI) decidiu criar um mascote próprio.

Conforme a historiadora Silvia Kita, o personagem deveria ser um homem jovem, atlético, saudável e vestindo roupas típicas alemãs. “Um símbolo que não fizesse alusão à cerveja, mas resgatasse o tiro como esporte e cultura, ligado à saúde, à alegria e à festa. Um personagem carismático, simpático e engraçado”, resumiu.
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Com base nessa características, o ilustrador Fernando Bastos deu forma ao mascote e acabou vencendo o concurso. Surgia, assim, o Wilfred, nome também com sonoridade germânica, e que logo caiu nas graças do público.
Mas, afinal, quem encarna o personagem na festa?
Silvia Kita lembra que quem deu vida ao personagem pela primeira vez foi Wilson Bruch, então com 39 anos. Ele aceitou o desafio de vestir o mascote nos três primeiros anos de existência.
E bota desafio nisso! Ser o Wilfred, afinal, é como viver uma maratona fantasiada. Como lembra a historiadora, a cabeça é feita de espuma espessa: “É muito quente, por isso aguentar o pique nos dez dias não é fácil”, destaca. O figurino do simpático mascote ainda inclui camisa, calção e sapato acolchoado. E, claro, a espingarda, símbolo dos atiradores esportivos.

A vida do Wilfred, portanto, é exigente: o personagem precisa ser animado, dançarino e espontâneo. Ele participa dos desfiles, circula pelo Parque de Eventos, tira fotos, interage com crianças e turistas. Aliás, devido a essa verdadeira maratona, Silvia Kita ressalta que houve uma época em que até três pessoas se revezavam como Wilfred.
Mas, atualmente, quem dá vida ao mascote da Schützenfest? A historiadora afirma que, nos dias atuais, apenas uma pessoa encarna o famoso Wilfred. A identidade dele, porém, não pode ser revelada para não perder a magia do personagem.

Um mascote que representa a comunidade
Wilfred personifica o espírito da Schützenfest, simbolizando a festa e a tradição. E, com isso, ajuda a criar memórias afetivas e dar um rosto à cultura germânica que moldou Jaraguá do Sul.
O carisma do personagem, portanto, é mais um dos elementos que ajudou no crescimento e consolidação da festa. Ele é recebido com abraços, danças, fotos e risadas por onde quer que passe. E por tudo isso, é um dos grandes atrativos da festa que, a cada ano, encanta jaraguaenses e visitantes.
Como isso impacta sua vida?
O Wilfred não é apenas um mascote: ele é parte viva da cultura de Jaraguá do Sul. Representa a tradição, a alegria e o espírito comunitário da Schützenfest. É ele quem acolhe crianças, anima os desfiles e se torna memória afetiva de quem participa da festa. Conhecer sua história é entender um pedaço do que torna Jaraguá tão especial.