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Médico anestesista preso por estupro é hostilizado por outros detentos ao chegar em Bangu 8

Além de ter sido filmado estuprando uma mulher na mesa de parto, ele é investigado por mais outros cinco possíveis atos como este

13/07/2022

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Jornalista apaixonada por cultura e segurança pública

Médico anestesista preso por estupro é hostilizado por outros detentos ao chegar em Bangu 8

JN

A chegada do médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra ao presídio Bangu 8, no Rio de Janeiro, na noite de terça-feira (12), foi marcada por protesto.

Ele foi transferido ao Complexo para cumprir sua prisão preventiva após audiência de custódia realizada ontem. O médico foi preso pelo estupro de uma mulher na hora do parto.

De acordo com o G1, os detentos começaram a sacudir as grades, vaiar e xingar o anestesista.

O médico foi encaminhado para o local por ser a cadeira que recebe presos com ensino superior, mas ainda assim ficará sozinho em uma cela.

Além de ter sido filmado estuprando uma mulher na mesa de parto, ele é investigado por mais outros cinco possíveis atos como este. Os crimes teriam sido cometidos nas unidades em que trabalhou, entre elas o hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti.

Prisão preventiva

O anestesista de 31 anos, teve sua prisão convertida de flagrante para preventiva ontem. A audiência de custódia foi realizada na cadeia pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio.

“A gravidade da conduta é extremamente acentuada. Tamanha era a ousadia e intenção do custodiado de satisfazer a lascívia, que praticava a conduta dentro de hospital, com a presença de toda a equipe médica, em meio a um procedimento cirúrgico. Portanto, sequer a presença de outros profissionais foi capaz de demover o preso da repugnante ação, que contou com a absoluta vulnerabilidade da vítima, condição sobre a qual o autor mantinha sob o seu exclusivo controle, já que ministrava sedativos em doses que assegurassem a absoluta incapacidade de resistir”, afirmou a juíza Rachel Assad.

A magistrada destacou ainda o trauma gerado para a vítima.

“Em um parto onde a mulher, além de anestesiada, dava luz ao seu filho – em um dos prováveis momentos mais importantes de sua vida – o custodiado, valendo-se de sua profissão, viola todos os direitos que ela tinha sobre si mesma. Portanto, o dia do nascimento de seu filho será marcado pelo trauma decorrente da brutal conduta por ele praticada, o que será recordado em todos os aniversários”, completou.

Com a mudança do status da prisão, o médico ficará preso por tempo indeterminado, tendo sua situação reavaliada se ultrapassar 90 dias. Neste tempo, o inquérito policial poderá ser concluído e entregue ao Ministério Público que decidirá pela denúncia ou não, e pela manutenção da prisão.

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