Economia

Ministro da Economia afirma que Auxílio Brasil poderá ser financiado com R$ 30 bilhões fora do teto de gastos

O novo programa deve pagar R$ 400 para beneficiários

21/10/2021

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Ministro da Economia afirma que Auxílio Brasil poderá ser financiado com R$ 30 bilhões fora do teto de gastos

Wilson Dias/Agência Brasil

Projeto que substituirá o Bolsa Família, o Auxílio Brasil, poderá ser financiado com cerca de R$ 30 bilhões fora do teto de gastos, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, ontem (20). O novo programa deve pagar R$ 400 para beneficiários.

O anúncio do ministro ocorreu em participação virtual num evento de entidade da construção civil, onde ele confirmou que parte do pagamento do benefício é fora da regra fiscal e disse que o movimento não seria necessário se o Senado tivesse aprovado a reforma do Imposto de Renda.

Na avaliação de Guedes, o valor de R$ 400 é temporário e necessário para atender às famílias mais pobres afetadas pela inflação. Segundo ele, o governo deve pedir um “waiver” (perdão temporário) do teto de gastos para tornar viável o novo programa social.

“Como nós queremos essa camada de proteção para os mais frágeis, nós pediríamos que isso viesse como um waiver, para atenuar o impacto socioeconômico da pandemia. Estamos ainda finalizando, vendo se conseguimos compatibilizar isso”, declarou Guedes. Apenas perto do fim do evento, ele informou que esse waiver teria “um número limitado, de pouco mais de R$ 30 bilhões”.

O ministro informou que a equipe econômica também estudou pedir ao Congresso a antecipação da revisão do teto de gastos, previsto para 2026. Ele não deixou claro se a possibilidade foi descartada. Apesar de admitir a intenção de flexibilizar a regra fiscal, Guedes disse que o governo continua comprometido a buscar o reequilíbrio das contas públicas.

“O compromisso fiscal continua. Estávamos estudando se faríamos uma sincronização de despesas, que são salários que seguem um índice, e o teto de gastos, que segue outro índice. Seria uma antecipação da revisão do teto de gastos, que está para 2026”, explicou.

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