Moção de apelo será feita contra passaporte vacinal em Jaraguá do Sul
Os munícipes que compareceram, quase todos contrários ao passaporte vacinal, ocuparam todos os 44 assentos disponíveis no plenário do Legislativo
Uma audiência pública que discutiu a obrigatoriedade de comprovação de vacinação contra a Covid-19 e suas variantes para ingresso em locais fechados e de trabalho, o “passaporte vacinal”, ocorreu na noite desta quarta-feira (2) na Câmara de Vereadores de Jaraguá do Sul, com grande acompanhamento.
Além dos vereadores, estiveram presentes o secretário de Saúde, Alceu Moretti, o diretor de Vigilância em Saúde, Dalton Fischer, a gerente de Vigilância Epidemiológica, Talita Piccoli, e a médica pneumologista Jessica Beltrami. Também participaram da discussão de forma on-line a médica e presidente da Sociedade Brasileira de Ozonioterapia Médica, Maria Emília Gadelha (São Paulo), o médico e doutor em neurocirurgia, José Augusto Nasser (Rio de Janeiro) e o advogado e jornalista Paulo Faria (Goiânia).
Os munícipes que compareceram, quase todos contrários ao passaporte vacinal, ocuparam todos os 44 assentos disponíveis no plenário do Legislativo e mais de cem pessoas ainda acompanharam à audiência do lado de fora da Câmara. Muitos deles fazem parte do movimento Jaraguá Livre. Alguns tiveram a oportunidade de expor a sua opinião e fazer perguntas aos convidados.
Os vereadores presentes foram unânimes em dizer que são a favor da vacina, mas defenderam a liberdade individual dos cidadãos e o direito que eles têm de se vacinar ou não. Uma moção de apelo ao Estado contra o passaporte vacinal foi aprovada.
A moção é direcionada aos governos Municipal e Estadual pedindo que os servidores públicos não sejam mais demitidos de seus cargos por conta da falta de vacinação contra a Covid-19 e que não seja instituída nenhuma obrigação de comprovação da vacina contra ela.
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