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Moisés precisa de quatro votos contra seu afastamento para retornar ao comando do governo de Santa Catarina

Neste pedido de impeachment ele é acusado de equiparar os salários dos procuradores do Estado aos da Assembleia Legislativa em ato administrativo e não através de projeto de lei.

25/11/2020

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Moisés precisa de quatro votos contra seu afastamento para retornar ao comando do governo de Santa Catarina

O governador afastado, Carlos Moisés (PSL), precisa de quatro votos contra (seu afastamento definitivo) para retomar o comando do Executivo estadual no julgamento da próxima sexta-feira (27) do Tribunal Especial composto por cinco deputados e cinco desembargadores do Tribunal de Justiça.

O mesmo número de votos quando de seu afastamento por 180 dias, determinado pelo mesmo Tribunal (6×4). Mas, agora, para perder o mandato Moisés terá de contabilizar 7 votos contra si (maioria absoluta).

Neste pedido de impeachment ele é acusado de equiparar os salários dos procuradores do Estado aos da Assembleia Legislativa em ato administrativo e não através de projeto de lei.

Contra Moisés há um segundo impeachment. Sobre a compra de respiradores da China para tratamento de pacientes com a Covid-19.

Além de inservíveis, só uma parte foi entregue e apenas 11 estão em uso em prontos socorros de hospitais filantrópicos.

Dos R$ 33 milhões pagos adiantados, só R$ 11 milhões já foram recuperados.

Mourão em SC

O vice-presidente da República, general Antônio Hamilton Mourão (PRTB), visita Santa Catarina hoje (25).

Vai a Criciúma para uma palestra sobre a conjuntura política e econômica do país dirigida a empresários ligados a associação empresarial e convidados.

Ainda em Criciúma poderá ter uma audiência com a governadora Daniela Reinehr (sem partido) a quem prometeu, recentemente, ser um apoiador dos interesses de SC em Brasília.

E o lado de cá governadora?

Governadora Daniela Reinehr (sem partido), prometeu na terça-feira (24) retomar as obras de construção do prolongamento da Via Expressa de Blumenau, chamada de a “nova SC-108”, paralisada desde 2017. Numa extensão de 15 quilômetros.

O trecho vai da BR-470 até o pé da serra da Vila Itoupava, próximo ao posto da Polícia Militar Rodoviária.

Perguntar não ofende: e o “lado de cá” da rodovia, com o asfalto totalmente destruído entre Massaranduba e Guaramirim, fica desse jeito até quando?

Afinal, o tal projeto de duplicação deste trecho, sai do papel? Quando? Alguém sabe dizer? E, diga-se, o projeto não é novo, já foi prometido no governo passado.

Gean Loureiro no comando do DEM

Confirmando informação da coluna: reeleito no primeiro turno com 126 mil votos contra 42 mil dados ao segundo mais votado, o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM) mexe os pauzinhos para assumir o comando estadual do partido. 

O partido elegeu apenas 57 vereadores e sete prefeitos. E, por extensão, pavimentar sua candidatura a governador em 2022, como deve fazer o prefeito eleito de Chapecó, João Rodrigues (PSD).

Já era o nome do partido em 2018, acabou defenestrado por conta de inquérito que o levou à prisão sob acusação de improbidade administrativa quando prefeito interino de Pinhalzinho. Por razões diversas, são dois nomes estadualizados.

Recontagem de votos em Blumenau

Nesta sexta-feira (27) a 88ª zona eleitoral de Blumenau vai recontar os votos de Maria Elena Kramer e Diogo dos Santos Louro Flor, cujas candidaturas a vereador estavam sub judice, mas que foram deferidas pelo Tribunal Regional Eleitoral depois de julgados os recursos eleitorais. Mas, não há indicativos de que isso possa alterar o quadro dos 15 eleitos no dia 15 passado.

Novos prefeitos

Em Santa Catarina, 59,1% dos 295 municípios terão novos prefeitos a partir de janeiro. Na região, apenas Schroeder e Corupá.

Em 2016, a mudança de comando nos executivos municipais atingiu 77%. Vale lembrar que os reeleitos à época estavam impedidos pela legislação eleitoral de disputar um terceiro mandato consecutivo este ano.

 

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