Corupá | 17/03/2022 | Atualizado em: 17/03/22 ás 08:32

Museu mais antigo de SC ganha elevador para a acessibilidade

O recurso é de emenda parlamentar do deputado federal Carlos Chiodini, via Instituto Brasileiro de Museus/Ministério do Turismo

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Museu mais antigo de SC ganha elevador para a acessibilidade

A Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, mantenedora do Museu Irmão Luiz Godofredo Gartner, inaugura neste sábado, às 10h, o elevador instalado nas dependências do Museu, para facilitar a acessibilidade. O recurso é de emenda parlamentar do deputado federal Carlos Chiodini, via Instituto Brasileiro de Museus/Ministério do Turismo.

É o mais antigo museu de Santa Catarina. Foi o Ir. Luiz G. Gartner que fundou no ano de 1933 o Museu Sagrado Coração de Jesus. Sua ideia de iniciar um museu ocorreu ainda durante seu noviciado em Taubaté, ele contava que ao passear pela chácara encontrou um sabiá morto e o levou para o noviciado, lá tirou as tripas e passou sal para conservá-lo, aí então lhe ocorreu a ideia de montar um museu.

Como o Seminário teria dificuldades de arcar com as despesas de taxidermia aprendeu a arte de empalhar. Os animais para serem taxidermizados foram doados por colonos da região ou trazidos de outras regiões, ou morriam no seu próprio viveiro e em outros zoológicos.

Em 2004, o Museu SCJ passou a chamar-se de Museu Ir Luiz Gartner, como homenagem ao religioso que dedicou sua vida à natureza e ao trabalho com a instalação e manutenção do museu.

O acervo taxidermizado consta de uma coleção com aproximadamente 1.500 exemplares, dentre os quais aves, anfíbios, répteis, mamíferos e peixes. Um dos primeiros exemplares empalhados do acervo é o “mão-pelada”, exposto na exposição histórica do Museu.

Foto: Divulgação.

A Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, Província Brasileira Meridional, tem o Seminário como um aglutinador de coleções, para onde são enviadas coleções de todas as partes do Brasil, desta forma além de acervo de taxidermia o Seminário possui um vasto acervo das mais variadas tipologias.

Vai desde indumentária religiosa, arte sacra, acervo etnológicos, instrumentos musicais, peças de arqueologia, coleções de lápis, coleções de dinheiro, chaveiros, caixas de fósforos, antiquários, fotografias, entre outros. Ir Luiz iniciou expondo em uma sala no hall de entrada do Seminário, em 1953, e com a construção da nova ala o museu foi transferido de local tendo sua área ampliada.

Quando em 2012 o Seminário deixou de receber alunos para tornar-se a sede provincial, alguns espaços que anteriormente acomodavam os seminaristas foram readequados.

Em virtude disso, iniciou-se o projeto de requalificação do Museu Ir. Luiz G. Gartner, onde o mesmo teve seu espaço físico ampliado e foi produzida uma nova exposição sobre a história do Seminário.

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