Chega de “sabor chocolate”: nova lei obriga percentual mínimo de cacau nos produtos vendidos no Brasil
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Produtos vendidos no Brasil terão regras mais rígidas para serem considerados chocolate. A nova lei obriga fabricantes a informar claramente a quantidade de cacau nos rótulos e define percentuais mínimos do ingrediente em diferentes categorias.
A mudança vale para produtos nacionais e importados e tenta acabar com situações em que embalagens, cores ou expressões induzem o consumidor ao erro.
O que muda nos chocolates
A principal novidade é que os produtos precisarão mostrar na parte frontal da embalagem quanto cacau possuem. A informação deverá aparecer com destaque no formato “Contém X% de cacau”.
A lei também cria percentuais mínimos para diferentes tipos de produtos:
- Chocolate em pó: mínimo de 32% de sólidos totais de cacau
- Chocolate ao leite: mínimo de 25% de sólidos totais de cacau
- Chocolate branco: mínimo de 20% de manteiga de cacau
- Achocolatados e coberturas: mínimo de 15% de derivados de cacau
- Cacau em pó: mínimo de 10% de manteiga de cacau
Além disso, produtos que não seguirem os critérios não poderão usar elementos que façam o consumidor acreditar que está comprando chocolate tradicional.
Quando a nova regra começa a valer
A Lei nº 15.404/2026 já foi publicada no Diário Oficial da União, mas começa a valer em 360 dias. O prazo foi dado para que a indústria adapte fórmulas, embalagens e rotulagens.
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Empresas que descumprirem as regras poderão sofrer penalidades previstas no Código de Defesa do Consumidor e em normas sanitárias.
Como isso impacta sua vida?
Na prática, a mudança deve facilitar a identificação de produtos com maior quantidade de cacau e deixar mais transparente o que realmente está sendo comprado nos mercados.
A nova regra também pode mudar embalagens e até receitas de alguns produtos vendidos atualmente como chocolate.
Informações: Agência Brasil.
Marcio Martins
Profissional da comunicação desde 1992, com experiência nos principais meios de Santa Catarina e no poder público. Observador, contador e protagonista de histórias, conheço Jaraguá do Sul como a palma da mão