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O outdoor não deixa dúvidas quanto à candidatura para governador

O outdoor exibido em Blumenau não deixa dúvidas quanto à candidatura do senador a governador em 2022. Mas, seguramente, não com o deputado de vice na chapa majoritária.

26/01/2021

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

O outdoor não deixa dúvidas quanto à candidatura para governador

“Blumenau bem representada é a garantia do retorno do seu imposto em recursos. Deputado Ivan Naatz (PL) e senador Jorginho Mello (PL), uma parceria que faz bem a Blumenau e a Santa Catarina”.

O outdoor exibido em Blumenau não deixa dúvidas quanto à candidatura do senador a governador em 2022. Mas, seguramente, não com o deputado de vice na chapa majoritária.

Naatz foi o último mais votado (pelo PV) entre os 40 eleitos, com míseros 14.685 votos. Pior ainda como candidato a prefeito de Blumenau em 2020, com sete mil votos.

O texto acima foi postado por Mello (que levou Naatz para o PL) em sua página do Facebook. Gean Loureiro (DEM) prefeito de Florianópolis, e João Rodrigues (PSD), prefeito de Chapecó, também querem a vaga de Carlos Moisés (ainda no PSL).

Professores

Com aulas presenciais previstas para a segunda quinzena de fevereiro, mesmo assim os professores e demais servidores da Educação que trabalham nas escolas fazem parte do quarto e último grupo a ser vacinado com a primeira dose contra a Covid-19. Mas que ninguém sabe precisar quando ocorrerá.

Visto isso, a bancada do PT na Assembleia Legislativa protocolou projeto de lei alterando o Plano Estadual de Vacinação – que segue critérios determinados pelo Ministério da Saúde – para colocar a categoria entre os grupos considerados como prioritários. O PT argumenta, e com razão, que o ambiente escolar é um espaço de aglomerações, de proliferação do vírus e um polo gerador de contaminação.

Freio na coalizão

Andava de vento em popa as negociatas para o governo de coalizão proposto por Carlos Moisés (PSL) – o PP já aderiu em peso – dando cargos para deputados estaduais em troca do arquivamento do segundo pedido de impeachment.

No caso, a compra de 200 respiradores de UTI para pacientes com a Covid-19 e nunca entregues. Com o compromisso de Moisés não ir à reeleição em 2022. Mas, a prisão de Júlio Garcia (PSD), o grande influenciador e manipulador dessa revoada de partidos rumo ao Centro Administrativo, mudou os planos.

Mudança de planos

A prisão preventiva do presidente da Assembleia, Júlio Garcia (PSD), a mando da juíza federal Janaína Cassol Machado, mudou os planos.

Obrigados a decidir pelo voto o futuro de Garcia, 30 deputados disseram “não” à prisão, três a favor, duas abstenções e três que se ausentaram. Garcia (ausente) e o vice-presidente Mauro de Nadal (MDB) que presidiu a sessão, não votaram.

Vicente Caropreso (PSDB) votou contra a prisão de Garcia.

Queda de braço

A juíza expediu um segundo mandado de prisão, que a Assembleia ignorou alegando que vale o mesmo entendimento. Dos oito deputados do MDB (partido com um pé no governo), sete votaram a favor dele.

Garcia, que segue em prisão domiciliar, é acusado de participar de fraudes em licitações, desvio e lavagem de dinheiro e superfaturamento na prestação de serviços terceirizados e de tecnologia, firmados com o governo do Estado nas gestões de Raimundo Colombo (PSD) e Pinho Moreira (MDB).

A juíza quer, também, o afastamento dele da AL e do mandato.

Em destaque

Entre as 10 cidades melhor classificadas em pesquisa nacional elaborada pelo Conselho Federal de Administração sobre o Índice de Governança Municipal, Jaraguá do Sul, que reelegeu o prefeito Antídio Lunelli com 70,66% dos votos válidos, aparece em sétimo lugar no ranking do país.

A pesquisa abrange municípios com mais de 100 mil habitantes e o Produto Interno Bruto per capita superior a R$ 26,8 mil.

A avaliação, que conferiu 7,75 para Jaraguá no ranking nacional, levou em conta aspectos como finanças, gestão e desempenho relativos ao ano de 2020. Se visto apenas o critério desempenho, o município salta para 8,88 pontos em notas de 0 a 10.

“Trabalho com foco e seriedade dá resultados”, resumiu Lunelli.

Via crucis

A deputada federal Geovania de Sá (PSDB) percorre o estado buscando reorganizar as bases do partido para o próximo embate nas urnas, em 2022.

Talvez, qualquer dia destes, apareça em Jaraguá do Sul onde os tucanos não lançam candidatos a prefeito desde 2004. O último deles foi o deputado Vicente Caropreso, em 2004, terceiro colocado entre três candidatos.

No ano passado, o partido elegeu 32 prefeitos (perdeu 6) nos 295 municípios catarinenses, ficando em quarto lugar entre as maiores forças políticas do Estado. Atrás do MDB (96), PP (52) e PSD (42).

 

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