O primeiro civil
A primeira eleição direta para presidente do Brasil ocorreu em 1o de março de 1894. O eleito foi Prudente José de Morais Barros, com 270 mil votos. À época isso representava 2% da população brasileira. Morais, representando a crescente oligarquia dos produtores de café de São Paulo, foi o primeiro presidente civil eleito pelo voto depois de um período de domínio do governo por militares. Que, a partir de então, passaram a dominar os legislativos.
Rui Barbosa x Morais
Rui Barbosa, jurista, advogado, político, diplomata, escritor, filólogo, jornalista, tradutor e grande orador candidatou-se a presidente do Brasil, em 1919. Foi derrotado por Epitácio Lindolfo da Silva Pessoa, magistrado, diplomata, professor universitário e jurista. Pessoa tinha sido deputado federal por dois mandatos, ministro da Justiça, do Supremo Tribunal Federal, procurador-geral da República e senador. Fez 286.373 votos contra 116 414 votos de Barbosa.

Federação das mulheres
Em 9 de agosto de 1922, Berta Maria Júlia Lutz fundou a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, para lutar pelo direito das se candidatarem. A carreira política começou em 1932. Filiada ao Partido Autonomista do Distrito Federal, candidatou-se a deputada federal, ficando com a primeira suplência. Assumiu em junho de 1936 com a morte do deputado titular Cândido Pessoa.
O Plano Cohen
Em 1937 havia três candidatos a Presidente: o paraibano José Américo de Almeida e os paulistas Armando Salles de Oliveira e Plínio Salgado. Mas, o presidente Getúlio Vargas, com o chamado “Plano Cohen” -o PCB e organizações comunistas internacionais preparavam a tomada do poder-, cancelou as eleições, outorgou uma nova Constituição apelidada “A Polaca”, e instaurou o “Estado Novo”, que radicalizou a ditadura. O “Plano Cohen” era uma farsa, feita oito anos antes para ser usado como garantia de Getúlio no poder. Seu autor foi o então capitão Olímpio Mourão Filho que, já como general, foi um dos executores da “Revolução” de 1964.
Conteúdos em alta
O bipartidarismo
Em 27 de outubro de 1965, depois que os candidatos apoiados pelo governo militar de Humberto de Alencar Castelo Branco perderam as eleições para governador em Minas e Guanabara (antigo estado anexado ao Rio de Janeiro), baixou-se o Ato Institucional número 2, extinguindo os 13 partidos políticos existentes e criando a Aliança Renovadora Nacional (Arena, partido governista) e o Movimento Democrático Brasileiro (de oposição permitida).
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