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Coluna: Olimpíadas da vida

A gana do ser humano em superar medos e obstáculos começa cedo. Nem sempre vencemos, mas seguimos peleando e buscando recordes.

04/07/2021

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Sônia Pillon é jornalista e escritora, formada em Jornalismo pela PUC-RS e pós-graduada em Produção de Texto e Gramática pela Univille. É Presidente de Honra da ALBSC Jaraguá do Sul.

Por Sônia Pillon

Estamos a dezenove dias dos Jogos da XXXII Olimpíada/Tóquio 2020, evento esportivo que atrai os olhares do planeta e pode ser resumido em uma única palavra: superação. Especialmente nesse período pandêmico.

Gostamos de assistir atletas superando seus limites em busca de medalhas. São histórias que carregam a mítica dos primeiros jogos, na Grécia Antiga, em que os competidores eram vistos como semideuses. Nos emocionamos mais ainda quando são brasileiros, evidentemente. Sabemos que a maioria, com raras exceções, além da dedicação nos treinamentos, lutou muito para conseguir patrocínios. Pessoas vitoriosas nos inspiram. Sempre.

A gana do ser humano em superar medos e obstáculos começa cedo. De certa forma, cada um de nós disputa a sua olimpíada particular. É verdade que nem sempre vencemos, mas seguimos peleando. É o que nos cabe fazer. Até a hora de depormos as armas, estamos constantemente buscando recordes.

Na infância, a primeira batalha é quando damos nossos primeiros passos. Depois vem a percepção do mundo, a convivência em família e na escola, onde buscamos o aprendizado formal e também aprendemos a competir. É nessa fase que a criança, ou adolescente, começa a lidar com a timidez que, mais tarde, lutará para superar.

Para alguém que nasceu em uma família de poucos recursos, ou mesmo em condição de vulnerabilidade social, seguir com os estudos e alcançar o sucesso profissional exigirá um esforço extraordinário. Os obstáculos e as resistências que irão se apresentar não serão poucos, mas a cada vitória, ficará a grata sensação de que se é vencedor. E esse sentimento nem sempre está associado à riqueza, mas sim, à certeza da superação que caracterizou a trajetória empreendida.

Portanto, quando você estiver assistindo as competições transmitidas do Japão, lembre das batalhas que já venceu, em especial daquelas em que foi desestimulado, desacreditado, ou subestimado ao transformar seu sonho em meta. Sinta-se atleta na sua olimpíada da vida e comemore. Brinde a todas as suas conquistas.

 

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