Cotidiano | 23/01/2026 | Atualizado em: 23/01/26 ás 10:39

É hoje! Femusc apresenta, pela primeira vez, uma ópera brasileira com 80 artistas em cena; veja os detalhes

PUBLICIDADE
É hoje! Femusc apresenta, pela primeira vez, uma ópera brasileira com 80 artistas em cena; veja os detalhes

Foto: Diego Redel/Femusc

Inspirada na mitologia amazônica, “Onheama” estreia nesta terça-feira (23) no Grande Teatro da Scar, em Jaraguá do Sul. A montagem é o grande destaque da programação do Femusc 2026, reunindo orquestra, coro, solistas e um elenco infantojuvenil em uma produção que valoriza a cultura brasileira e o protagonismo feminino.

Com mais de 80 artistas em cena, a obra apresenta uma história de aventura, coragem e magia, conduzida por Iporangaba, uma jovem guerreira que enfrenta a “onça celeste” para salvar o sol. A direção cênica é assinada pelo amazonense Matheus Sabbá, que retorna à obra 12 anos após sua estreia, e a regência é do maestro André Santos. A ópera será apresentada também no sábado (24).

Crianças no palco e orquestra ensaiando ópera Onheama durante o FEMUSC
Foto: Diego Redel/Femusc

Uma história brasileira, cantada em português

Criada pelo compositor João Guilherme Ripper, “Onheama” nasceu de uma encomenda do Festival Amazonas de Ópera, com o objetivo de dialogar com o público jovem e valorizar a cultura amazônica. A trama, baseada no mito do eclipse, acompanha a jornada da protagonista que representa resistências contemporâneas, como a luta contra o desmatamento e a valorização da ancestralidade.

João Guilherme Ripper e outro integrante do FEMUSC em frente ao telão do festival
Foto: Diego Redel/Femusc

Para Ripper, estar presente no FEMUSC tem um significado especial:

“A obra ganha nova vida nas mãos de uma nova geração. Isso é fruto do trabalho de bons mestres, algo que sempre precisamos valorizar: a educação musical”, destacou o compositor, entusiasmado com a qualidade dos solistas.

Encontro entre arte, educação e sustentabilidade

A encenação em Jaraguá do Sul celebra um raro encontro entre formação musical, expressão cultural e experiência de palco. Além da força artística, a montagem também traz um olhar sensível à sustentabilidade: os figurinos, de Márcio Paloschi, utilizam quase uma tonelada de material descartado pela indústria têxil local, ressignificado em cena.

Matheus Sabbá destaca o brilho do elenco jovem: “O coração da ópera são as crianças, que dão um brilho especial à montagem. E reunir tanta gente talentosa em tão pouco tempo é algo surpreendente”.

O maestro André Santos também ressalta o caráter coletivo da obra. “É uma ópera brasileira cantada em português, o que cria uma conexão imediata com o público. Temos coro, orquestra, dança e muitas crianças em cena. Além do impacto cultural, ela movimenta uma cadeia profissional e valoriza a economia criativa”, afirmou.

Como isso impacta sua vida?

O FEMUSC transforma Jaraguá do Sul em um polo internacional de música, cultura e formação artística. Com entrada gratuita, a ópera “Onheama” representa uma chance rara de assistir a um espetáculo brasileiro de grande porte, com temas que dialogam diretamente com questões ambientais e sociais do país. É uma experiência cultural acessível, potente e inesquecível.

Notícias de Jaraguá no seu WhatsApp Fique por dentro de tudo o que acontece na cidade e região.
Entrar no Canal

Gabriela Bubniak

Jaraguaense de alma inquieta e jornalista apaixonada por contar boas histórias. Tenho fascínio por livros, música e viagens, mas o que me move é viver a energia de um bom futsal na Arena e explorar o que há de melhor na nossa terrinha.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Hospedagem por ServerDo.in
©️ JDV - Notícias de Jaraguá do Sul e região - Todos os direitos reservados.
guiwes.com.br