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Painel debate caminhos para SC avançar em mobilidade elétrica

A finalidade era detalhar o conceito de cidades inteligentes, a relevância de Jaraguá do Sul ser uma ‘smart city’ e as oportunidades de geração de negócios através da mobilidade elétrica

14/07/2022

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Painel debate caminhos para SC avançar em mobilidade elétrica

Caroline Stinghen

O Centro Empresarial de Jaraguá do Sul (Cejas) foi o local de realização na segunda-feira (11), do painel “Infraestrutura para Cidades Inteligentes – Mobilidade Elétrica e as Oportunidades de Novos Negócios”, uma parceria entre Novale Hub – Centro de Inovação Jaraguá do Sul, Fiesc e Acijs. A finalidade era detalhar o conceito de cidades inteligentes, a relevância de Jaraguá do Sul ser uma ‘smart city’ e as oportunidades de geração de negócios através da mobilidade elétrica – área em que o município vem avançando na implantação de infraestrutura.

Mediadores do debate, a vice-presidente de Empreendedorismo e Inovação da Acijs, Pauline Menegotti Horn, e de Articulação Institucional, Daniel Marteleto Godinho, abriram a discussão ressaltando a importância de Jaraguá do Sul e região se fazerem presentes no debate e da mobilização coletiva pela inovação.

“As discussões sobre qual é o melhor formato para a mobilidade elétrica estão ocorrendo agora. Se não nos envolvermos, teremos de receber um modelo pronto, que não condiz com o cotidiano brasileiro e catarinense”, ressaltou Godinho.

Representando o Centro de Inovação, o presidente da Novale Hub, Luís Hufenüssler Leigue, destacou que a entidade se esforça diariamente na “recriação da cadeia produtiva”, abrindo espaço para novos empreendimentos dentro da matriz inovadora.

“Hoje temos iniciativas nos mais diversos setores, inclusive na mobilidade elétrica. Essa conversa, no Brasil, passa obrigatoriamente por Jaraguá do Sul e suas iniciativas”, disse.

Grandes empresas já estudam formatos para reciclagem de baterias

O encontro trouxe visões das empresas que discutem como a mobilidade elétrica se dará nas cidades, como General Motors (GM), Renault e Weg. Representando a montadora francesa, o gerente geral de Engenharia para a América, Andrei Kuhnen, destacou que a companhia já estuda formatos para reciclagem de baterias usadas em veículos elétricos, reutilizando em imóveis e outras aplicações.

(Foto: Caroline Stinghen)

Da companhia americana, o diretor de Relações Públicas e Governamentais, Adriano Barros, pontuou que o custo das baterias de lítio, as mais utilizadas nos veículos elétricos, vem caindo bastante, mas ainda não permite um acesso mais fácil a essas opções. Ambos destacaram a busca pela sustentabilidade na produção, argumentando que o processo inteiro de produção, desde a geração de energia até a entrega do produto, precisa visar a preservação e mínimo dano ao meio ambiente.

O presidente da Fapesc, Fábio Zabot Holthausen, disse que as discussões em torno do tema precisam levar em conta pilares como o avanço das áreas do conhecimento, o desenvolvimento econômico sustentável e a melhora na qualidade de vida da população. Ele ainda completou dizendo que a inovação pode até ser política de estado, mas que necessita de apoio social para que saia do papel.

Representando a Fiesc, o presidente da Câmara Smart Cities, Jean Vogel, colocou que as indústrias precisam de territórios desenvolvidos para se desenvolver e criar as tecnologias necessárias para uma cidade com mobilidade inteligente.

“A comunidade precisa entender que mora em um local desses (cidades inteligentes), cujo pensamento é voltado para sustentabilidade e tecnologia, garantindo qualidade de vida”, pontuou.

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