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Coluna Cristiano Mahfud Watzko: Princípio 5 – Negociar

“Amigos, amigos, negócios à parte. Seu dinheiro vale mais na sua mão do que na dos outros”. (Gustavo Cerbasi)

16/09/2022

Por

Advogado, inscrito na OAB/SC 37.773. Pós-graduado em Direito Empresarial e Advocacia Societária. Escritor e Consultor de Finanças Pessoais.

“Amigos, amigos, negócios à parte. Seu dinheiro vale mais na sua mão do que na dos outros”. (Gustavo Cerbasi)

Caro (a) leitor (a), continuamos nossa jornada, e chegamos ao quinto princípio. Hoje o princípio a partilhar é: NEGOCIAR.

Negociar: tenha seriedade na hora das compras e faça com que toda a família entenda que pechinchar é um ótimo hábito.

Vejam que interessante o conceito de negociação para Gustavo: “Defino negociação como a capacidade de convencer um vendedor, numa situação de compra, de que o seu real vale mais que o real do outro cliente. Estendo ainda essa interpretação para a ideia de que cada real que você deixou de economizar por falta de pechincha significa a perda de dois reais: o que você perdeu e o que o vendedor ganhou. Os mais racionais podem também entender essa interpretação do real duplo como a economia que, se ficasse aplicada em investimentos, em poucos anos dobraria de valor. Cada centavo perdido ao longo de uma vida pode ser uma pequena parte daquele milhão de reais que qualquer pessoa gostaria de ter na velhice”.

E aqui uma recomendação e a parte mais importante sobre este princípio: “Uma leitura que recomendo a pais e adolescentes é o clássico O homem que calculava, de Malba Tahan. […] Eu, você e ele fomos comer num restaurante, e a conta foi de R$ 90. Decidimos dividi-la: cada um de nós pagou R$ 30. O garçom levou o dinheiro até o caixa e o dono do restaurante disse o seguinte: – Conheço esses três. São clientes antigos. Vamos devolver R$ 5 a eles. Entregou ao garçom cinco moedas de R$ 1. O garçom, muito esperto, ficou com R$ 2 para ele e deu R$ 1 para cada um de nós. Então, no final, a conta ficou assim: cada um de nós gastou R$ 30 menos R$ 1 que foi devolvido. Gastamos, portanto, R$ 29 cada. Mas, se cada um de nós gastou R$ 29, gastamos juntos R$ 87. E se o garçom ficou com R$ 2, para ele, o que aconteceu? Nós três: R$ 87. Garçom: R$ 2. TOTAL: R$ 89. Onde é que foi parar aquele R$ 1 que está faltando? Acho melhor você descobrir, pois, se não me engano, era seu…”.

A explicação é a seguinte: “Em vez de somar, temos de subtrair os R$ 2 dos R$ 87, obtendo então um resultado lógico: R$ 85, o pagamento do restaurante. Para chegar ao resultado de R$ 90, a conta é outra. Temos de somar o faturamento do restaurante (R$ 85) mais o troco que recebemos (R$ 3) e mais o que o garçom embolsou (R$ 2). Percebeu como não é difícil cair em armadilhas de negociação”?

Para encerrar compartilho com a sugestão do Cerbasi: “Não deixe de explorar cada ida à feira e à loja de brinquedos como uma oportunidade de mudar sua atitude, barganhar e valorizar seu dinheiro. Combine com as crianças para que façam o mesmo. […] Você verá que aprender a negociar pode ser também uma prática bem divertida”.

Sinta-se à vontade para entrar em contato através do e-mail: cmwatzko@hotmail.com. Também podes entrar em contato através do Whatsapp pelo número (47) 99614-6185, ou me procure nas redes sociais, no Instagram (@cristianomwatzko) e no Linkedin (Cristiano Mahfud Watzko). Até a próxima.

 

*Nota do Autor: Livro base “Pais inteligentes enriquecem seus filhos” de Gustavo Cerbasi.

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