Raízes primeiro: livro propõe desacelerar a criação dos filhos
| Divulgação

Raízes primeiro: livro propõe desacelerar a criação dos filhos

LC - Agência de Comunicação

/ Por LC - Agência de Comunicação

Na contramão das fórmulas rápidas, terapeuta ocupacional Andréa Fernandes defende o afeto e a presença real como pilares do desenvolvimento infantil

Nenhum fruto amadurece antes da hora, por mais que se queira apressar o processo. É com essa metáfora que a terapeuta ocupacional Andréa Fernandes propõe repensar a criação dos filhos em Pequenos e Decisivos Passos na Infância — um olhar sensível e prático de quem cuida e conduz, livro lançado pela Minotauro, selo da Alta Books. Em um mundo acelerado, diante de pais que buscam fórmulas prontas e rápidas para “acertar”, a autora oferece o oposto: defende o tempo, a repetição e a presença como elementos essenciais na formação infantil.

Mãe de três filhas e formada pelo IFRJ (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro), Andréa atua há quase dez anos na área do desenvolvimento infantil, incluindo atuação direta com transtornos do neurodesenvolvimento, entre eles o espectro autista. “Assim como uma árvore precisa de raízes profundas para crescer firme, a criança precisa de vínculos seguros para se desenvolver. E esses vínculos são construídos por pequenos atos de presença: um colo disponível, uma escuta atenta, um ‘estou aqui’ nas horas difíceis”, afirma.

Na obra, Andréa sugere que os pais enxerguem comportamentos não como falhas a serem corrigidas, mas como sinais de necessidades. Quando a criança faz birra, por exemplo, é papel do adulto entender isso como uma forma de ela comunicar algo que ainda não consegue expressar em palavras. A autora traz ainda orientações práticas sobre sono, autonomia, alimentação e o brincar, abordando também a importância da regulação emocional e o poder da comunicação não violenta para fortalecer o vínculo.

Outro capítulo dedica atenção especial ao uso excessivo de telas. A autora compara a exposição constante aos dispositivos digitais a uma enxurrada que reduz o espaço para experiências como o brincar, o contato físico e os momentos de pausa. Segundo Andréa, a tecnologia não deve ocupar o lugar das interações humanas, já que seu uso abusivo contribui para dificuldades de concentração, alterações no sono e aumento da agitação.

A terapeuta ressalta que os filhos aprendem observando os adultos e que a atenção frequentemente disputada pelo celular pode enfraquecer as relações dentro de casa. Por isso, defende a criação de “oásis desconectados” no cotidiano familiar, com momentos dedicados totalmente à convivência. Afinal, nenhuma tela substitui um colo.

Ficha técnica
Título: Pequenos e decisivos passos na infância
Subtítulo: Um olhar sensível e prático de quem cuida e conduz
Autora: Andréa Fernandes
Editora: ‎Minotauro, selo Alta Books
ISBN-10: ‎6561431197
ISBN-13: ‎978-6561431194
Formato: 16 x 23 cm
Páginas: ‎192
Preço: R$ 45,50 (e-Book) e R$ 65,50 (físico)
Onde encontrar: Amazon, Alta Books e principais livrarias do país

Sobre a autora: Andréa Fernandes é terapeuta ocupacional (IFRJ), com estudos avançados nas áreas de Neurociências Aplicadas à Aprendizagem e Parentalidade. Atua há quase uma década no desenvolvimento infantil, apoiando famílias e escolas na construção de rotinas possíveis, comunicação respeitosa e uso do brincar como ferramenta de aprendizagem e autorregularão. Une técnica, sensibilidade e criatividade, valorizando o vínculo como base de qualquer processo de crescimento.

Instagram: @andrea.desenvolvimentoinfantil

AnúncioSAMAE
AnúncioPrefeitura de Guaramirim
AnúncioPrefeitura de Jaraguá do Sul
Clique para ler mais notícias como esta
Adicione o JDV como fonte preferida no Google Participe de nossa comunidade no WhatsApp

Últimas 10 notícias publicadas

Especial JDV

Carregando clima…

Especial JDV

Especial JDV

30 de outubro de 2026

Governo reeleito, casa por arrumar

Reeleição não é sinônimo de continuidade: ministérios, estatais e conselhos também trocam de comando. Ex-diretor do BNDES mostra por que esperar o próximo chefe costuma ser só paralisia com boas maneiras

Cotidiano