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Santa Catarina divulga boletim atualizado dos indicadores econômicos

A secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE) lançou na sexta-feira (5), o Boletim de Indicadores Econômico-Fiscais de Santa Catarina

10/11/2021

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Santa Catarina divulga boletim atualizado dos indicadores econômicos

Secom

A secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE) lançou na sexta-feira (5), o Boletim de Indicadores Econômico-Fiscais de Santa Catarina referente a novembro. O documento destaca os resultados do Ranking de Competitividade dos Estados, recentemente divulgado pelo Centro de Liderança Pública, CLP.

Santa Catarina foi reconhecido pelo CLP com o Destaque Internacional do Prêmio de Competitividade dos Estados. Vice-líder pelo quinto ano consecutivo, o Estado se destaca ocupando a 1ª posição nos pilares de Segurança Pública e na Sustentabilidade Social e a 2ª colocação nos de Educação e Eficiência da Máquina Pública.

O boletim traz ainda a atualização dos indicadores econômicos e fiscais do Estado, referentes aos últimos dados disponíveis, demonstrando o bom momento da economia catarinense, bem como comparações com os demais estados e a média nacional.

Serviços

Em agosto, na comparação de 12 meses, relativos ao mesmo período anterior, o setor de Serviços alcançou o maior crescimento em volume entre os 12 maiores Estados do país. Acumula uma alta de 12,4% no período, acima dos 5,1% da média brasileira. No acumulado do ano, o crescimento foi 17,2% frente a média nacional de 11,5%.

Indústria

A Indústria acumula um crescimento de 20,5% no ano, quando comparado com o mesmo período de 2020, sendo o dobro do desempenho nacional (10,4%). A produção da indústria catarinense já superou em 4,9% o patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), o segundo melhor desempenho do país, atrás apenas de Minas Gerais.

Comércio

O volume de venda do comércio, um dos setores mais afetados pela pandemia, teve o maior crescimento do Sul do país, de 13,6% no acumulado do ano, sendo o segundo maior do eixo Sul-Sudeste, em agosto. A média brasileira no mesmo período foi 9,8%.

Estado mantém a liderança no crescimento do emprego no Brasil

SC é o Estado de maior crescimento do emprego nos últimos 12 meses: 10,72%. Também é o terceiro em postos gerados no período, atrás de SP e MG. A média brasileira apresentou crescimento de 8,25% no período. Com um crescimento da produção física industrial de 16,9% nos últimos doze meses, SC ocupa o segundo posto do País entre os 14 maiores Estados industrializados. A média nacional foi 8,4%.

Nos últimos doze meses, SC figura com o maior crescimento no Sul do País e o segundo maior do eixo Sul-Sudeste. E avançou para o quarto posto em crescimento das vendas entre os 15 maiores Estados. O varejo ampliado estadual cresceu 11,6%, enquanto a média brasileira foi 8%.

A retomada do setor de serviços continua garantindo para SC uma posição de destaque no comércio. Entre os doze maiores Estados mantém o posto de maior crescimento do País nos últimos doze meses, sendo o segundo no cômputo geral.

Empresas ativas ultrapassam um milhão em Santa Catarina

O número de empresas ativas em SC até o dia 4 de novembro era de 1.077.712. Desse total, 53,4% referem-se a microempreendedores individuais (MEI), enquanto 5,5% são empresas individuais de responsabilidade limitada (EIRELI) e 10,4% são empreendedores individuais (EI). As empresas de sociedade limitada representam outros 29,1%. Somados, essas categorias chegam a 98,4% das empresas do Estado.

Florianópolis lidera o empreendedorismo em Santa Catarina. Do total de empresas ativas no Estado, 55,7% estão registradas, pela ordem, em Florianópolis, Joinville, Blumenau, Itajaí, São José, Balneário Camboriú, Chapecó, Palhoça, Criciúma, Jaraguá do Sul, Lages, Brusque, Tubarão, Itapema e Camboriú. Jaraguá tinha 25.347, o 10º em SC.

Já o saldo entre empresas constituídas e extintas pela Junta Comercial de SC vem subindo a cada ano. Em 2020 o saldo superou 2019 que já havia sido o maior da série iniciada em 2013. E em 2021, até outubro, o saldo superou 120 mil novas empresas e já supera 2020. O saldo atípico de 2018 deve-se ao grande número de extinções por força de lei.

Do total de empresas que foram constituídas em 2021, o setor do comércio lidera entre os demais. A indústria de transformação, a construção civil, alojamento e alimentação e outras atividades de serviços seguem como os empreendimentos mais atrativos.

Economia catarinense decola com crescimento em todas as áreas

A estimativa do PIB catarinense, calculada pela SDE, passou de uma retração de 0,9% em 2020 para um crescimento de 9,1% nos 12 meses encerrados em junho de 2021, na comparação com o mesmo período anterior. Segundo o IBGE, o PIB brasileiro passou de uma retração de 4,1% em 2020 para um crescimento de 1,8% em 12 meses até junho, na comparação com o mesmo período anterior.

O cenário de forte crescimento é em parte explicado por ocorrer sob uma base muito fraca, já que no primeiro semestre de 2020 houve forte queda na produção, especialmente nos serviços e na indústria, setores de grande peso no PIB. Mas, deve-se também ao desempenho da economia estadual que figura como as de maior crescimento no País, com forte retomada no setor de serviços e na indústria, em muitos casos superando a produção pré-pandemia.

A geração de empregos formais cresceu 11,4% nesse período, sendo o Estado o terceiro maior em contratações. No período, a agropecuária catarinense retraiu 0,6%, influenciada pela queda da produção agrícola de 4%, já que a pecuária cresceu 3,4%. A indústria total cresceu 13,7%, sendo que a indústria de transformação cresceu 16,2%. A construção civil cresceu 8,6%.

Nos serviços, além do desempenho do comércio (+10,7%), o destaque foi o dos serviços prestados às empresas que cresceu 27,8%. Os serviços prestados às famílias, teve queda (-14,6%), mas não o suficiente para influenciar o resultado positivo do setor que cresceu 8%.

Indicadores colocam a economia de Santa Catarina na vanguarda nacional em diversos setores

SC tem 7,338 milhões de habitantes estimados que estão dispersos em uma área de 95,7 mil km2. A força de trabalho, no segundo trimestre de 2021, está estimada em 3,761 milhões de pessoas sendo que 94,2% delas estavam ocupadas. Dessas, 51,7% estavam empregadas no setor privado (90% com carteira assinada, o maior percentual do País), 4% eram trabalhadores domésticos, 11,1% empregados no setor público, 5,2% eram empregadores e 25,8% trabalhavam por conta própria.

Os trabalhadores familiares auxiliares representam outros 2,2% da população ocupada. Dos 3,540 milhões de catarinenses ocupados, 22,8% trabalhavam na indústria; 17,4% no comércio; 15,4% na administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais; 11,9% nos serviços de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas; 9,6% na agropecuária, florestas e pesca; 6,6% na construção; 5,5% nos transportes, armazenagem e correio; 4% nos serviços domésticos; 3,7% em outros serviços e 3,1% em serviços de alojamento e alimentação.

A taxa de desocupação no Estado está em 5,8%, a mais baixa do País, cuja média é 14,1%. O PIB cresceu 3,7% em 2018, atingindo R$ 298,2 bilhões, o 6º maior do País, sendo que o PIB per capita de R$ 42.149 era o 4º maior. Estimou-se um crescimento da economia de 3,5% em 2019 e uma retração de 0,9% em 2020.

No ano passado as exportações atingiram US$ 8,1 bilhões ou 3,9% do total nacional. A localização estratégica e competitividade tarifária e portuária nos posiciona como o 3º maior estado importador com 10% do total em 2020. Diversidade cultural e produtiva, desenvolvimento territorial e humano e um extraordinário potencial de crescimento econômico são características que diferenciam o Estado e o colocam como o 2° mais competitivo do País.

Aqui se encontram os melhores indicadores sociais do Brasil. (Fonte: Boletim Mensal de Indicadores Econômico-Fiscais de Santa Catarina/Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico).

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