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Secretário de Saúde adverte que casos de fura-fila na vacinação serão punidos

O secretário afirmou que não será possível expor os dados dos vacinados por uma questão de privacidade dos cidadãos

23/02/2021

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Jornalista apaixonada por cultura e segurança pública

Secretário de Saúde adverte que casos de fura-fila na vacinação serão punidos

O secretário Alceu Moretti, da Saúde, participou da sessão de quinta-feira (18) na Câmara de Vereadores. Uma das preocupações dos vereadores é com relação àquelas pessoas que furam as filas da vacinação, passando à frente daquelas que fazem parte do público alvo da campanha. Sobre o pedido de disponibilização da lista de quem já foi vacinado, o secretário afirmou que não será possível expor os dados dos vacinados por uma questão de privacidade dos cidadãos e afirmou que confia nos profissionais que estão coordenando o processo de imunização em Jaraguá.

Contudo, disse que a Secretaria de Saúde vai manter um registro rigoroso dos dados das pessoas que serão vacinadas e garantiu que, se houver algum caso de fura-fila, os infratores vão responder na Justiça criminalmente. Seja o funcionário público ou a pessoa imunizada que infringirem as regras, todos serão punidos.

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Em Jaraguá do Sul existem 30.074 pessoas que estão classificadas como prioridade. Mas o município, devido as poucas vacinas disponibilizadas, ainda está longe de alcançar o público-alvo.

Na primeira fase, são 6,9 mil pessoas, das quais 3.310 trabalhadores da saúde, 3.385 com mais de 75 anos e 200 residentes em ambientes de longa permanência. Na segunda fase, são 11.415 pessoas de 60 a 74 anos, na terceira – 10.300 pessoas com comorbidades e na quarta fase, 1.464 professores, profissionais da força de segurança e funcionários do sistema prisional.

Os dados estimados são do IBGE. O secretário Alceu Moretti registrou que Jaraguá do Sul e região estão em momento delicado da pandemia e que pacientes de outras regiões do Estado já estão buscando leitos nos hospitais do município.

Inclusive o último mapa divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde mostra que 15 das 16 regiões de saúde estão em estado gravíssimo em Santa Catarina. “É preciso redobrar os cuidados”, advertiu.

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Obras de acessibilidade são o motivo de fechamento de UBS

O secretário Alceu Moretti, da Saúde, esclareceu o motivo de alguns bairros estarem com as Unidades Básicas de Saúde fechadas, durante a sessão legislativa do dia 18. Moretti afirmou que o motivo decorre de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado entre o Município e o Ministério Público de Santa Catarina.

O TAC cobra que a Prefeitura ofereça acessibilidade em todas as UBS. Por conta disso, algumas unidades foram fechadas para a devida adequação, como no Rio da Luz, no Santa Luzia, no Santo Estevão e na Tifa Martins, sendo que esta foi ampliada.

Enquanto as obras acontecem, os atendimentos são remanejados para postos de saúde mais próximos. O secretário Alceu observou que em boa parte das UBS, além da acessibilidade, são realizadas ampliações, reformas, pinturas, colocação de pavers, citando a unidade da Vila Lenzi, onde o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) vai passar de sete para 14 cadeiras, aumentando em muito o atendimento.

Na Barra do Rio Cerro será construído uma estrutura toda nova, próximo dos Bombeiros, sendo a maior do Município. No Pama I (Czerniewicz), foi instalado recentemente um elevador para acessibilidade. O secretário lembrou que fica impossível realizar atendimentos com o prédio em obras, motivo pelo qual ficam fechados.

 

Falta de médicos e filas são questionadas ao secretário Alceu

O secretário de Saúde foi questionado pela vereadora Sirley Schappo sobre a falta de médicos em algumas unidades de saúde e a demora para homologação do concurso público da Prefeitura para contratação desses profissionais. O concurso tem várias etapas e ainda falta algumas fases para o certame ser concluído. Ela indagou se não há a possibilidade de o município homologar o concurso sem a conclusão das etapas – ou homologar provisoriamente – para suprir a necessidade desses médicos nos postos. 

Moretti relatou que o Tribunal de Contas de Santa Catarina não permite a homologação parcial de concursos públicos. Ele diz que a comissão do concurso público se reuniu na quarta-feira (17) para dar seguimento ao pleito e concluí-lo em breve. 

Enquanto isso, para cobrir essa necessidade, ele assegura que a Prefeitura está realizando vários processos seletivos para contratação temporária de médicos e demais profissionais da saúde.  Alceu também esclareceu acerca das filas de exames e cirurgias, paralisados devido à pandemia da Covid-19.

 

 

 

 

 

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