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Secretário estadual de saúde reconhece esforços de Jaraguá na luta contra o coronavirus, mas pouco pode fazer

O secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, conheceu as estruturas dos Hospitais São José e Jaraguá, que atendem pacientes com Covid-19, como também a UAPS (Unidade de Apoio ao Pronto Socorro), que atende diariamente das 7h às 19h em um prédio anexo ao São José. No Centro Empresarial, o…

25/09/2020

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Secretário estadual de saúde reconhece esforços de Jaraguá na luta contra o coronavirus, mas pouco pode fazer

O secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, conheceu as estruturas dos Hospitais São José e Jaraguá, que atendem pacientes com Covid-19, como também a UAPS (Unidade de Apoio ao Pronto Socorro), que atende diariamente das 7h às 19h em um prédio anexo ao São José. No Centro Empresarial, o secretário ouviu um relato sobre a atuação do setor produtivo nas ações de enfrentamento da pandemia do coronavírus, bem como sobre iniciativas da Acijs em projetos na comunidade, como na estruturação do sistema de saúde e no apoio aos hospitais São José e Jaraguá.

O presidente da Acijs Luis Hufenüssler Leigue fez a entrega ao secretário de documento solicitando que Jaraguá do Sul possa ser realinhada do mapa de risco da Covid-19. Hoje, como integrante da região Nordeste, a cidade tem nível considerado grave por conta, principalmente, do número de casos em Joinville.

O secretário disse que ficou impressionado com a estrutura dos hospitais e da própria cidade, que conhece pouco. A ação para mudar o reenquadramento de Jaraguá e região no mapa de risco antecipou a sua vinda à cidade. Motta explicou ao Comitê de Enfrentamento da Covid-19 a situação do Estado e reconheceu que existem discrepâncias que precisam ser corrigidas.

É o caso de Jaraguá, que apresenta estrutura admirável para tratamento da doença, como também medidas práticas para evitar a propagação do vírus. “A cidade está acima da média, tem um Comitê atuante e parcerias das forças vivas da sociedade. É uma situação emblemática”, citou.

A região de Jaraguá estava até quarta-feira classificada como gravíssima para Covid, por conta do maior número de casos de Joinville, a maior cidade do Estado. Ontem (24) pela manhã a situação foi alterada para grave no mapa de risco do Estado.

André Motta disse que a questão vem sendo discutida pelo governo e uma definição pode ocorrer ainda essa semana. Ele citou que a visita a Jaraguá para conhecer os hospitais já estava programada, mas diante da ação cível pública que o município tomou em relação ao regramento imposto pela pandemia, também aproveitou para tratar do assunto.

O secretário enalteceu o esforço que o município faz para enfrentar o atual momento de crise sanitária, e elogiou ações de empresas como a WEG por investir no desenvolvimento de respiradores para atender a uma necessidade do País.

 

Comitê da Covid encaminha nova solicitação

 

Conforme a presidente do Comitê da Covid-19, Emanuela Wolff, o secretário afirmou que a reclassificação de matriz para Jaraguá do Sul não é uma tarefa simples. “Ele não nos deu nenhuma esperança nesse sentido, disse que neste momento não consegue alteração de matriz visto que o Estado tem um compromisso até com o Ministério Público”.

Emanuela observou que o Município vai continuar tentando a reclassificação. “Nós encaminhamos mais um pedido para, quem sabe, haja um decreto estadual tirando-nos da situação de “gravíssimo” e nos dispomos a encaminhar as informações até para o Ministério Público. Pelos esforços que temos feito desde o início da pandemia e pelos números que temos, não merecemos isso”, salientou.

Ontem (24), a situação passou para “grave”, mas o município continua lutando para conseguir a gestão plena. Para o presidente da OAB-SC, Gustavo Pacher, membro do Comitê, “do jeito que estamos só vamos conseguir evoluir dentro de uma ou duas semanas, quando reclassificarem o nosso grau de risco, o que não nos atende, por isso da nossa angústia”, disse.

 

 

Secretário critica processo de impeachment do governador

 

O presidente da Acijs e do Centro Empresarial, Luís Hufenüssler Leigue, manifestou a preocupação das entidades que representam o setor produtivo quanto aos desdobramentos do processo de impeachment do governador Carlos Moisés e da vice Daniela Reinehr.

Segundo ele, independente de questões políticas e jurídicas que envolvem a ação, é preciso mitigar os efeitos deste processo nas ações administrativas. Luís Leigue destacou a importância para a região de obras como a duplicação do trecho estadualizado da BR-280, que tiveram avanço na atual gestão.

Em entrevista, o secretário André Motta Ribeiro criticou severamente o encaminhamento dado no episódio do impeachment do governador e da vice governadora pela Assembleia Legislativa, considerando um retrocesso histórico para Santa Catarina. “Estamos à beira de um desastre que vai prejudicar a todos”, disse.

Ele elogiou a postura serena do deputado Vicente Caropreso, que foi um dos poucos votos contrários ao pedido de seguimento do processo. “Ele teve discernimento de analisar o fato à luz da realidade jurídica e das consequências que vai gerar o eventual impedimento do governador e da vice governadora, legitimamente eleitos pelo povo, por esmagadora maioria”.

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