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Vacinação de crianças contra a gripe influenza cai em Santa Catarina

Das 46.873 crianças que receberam uma dose, pouco mais de 20.389 retornaram para fazer a segunda

20/07/2022

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Vacinação de crianças contra a gripe influenza cai em Santa Catarina

Cristine Rachel/PMPA

Os dados da Secretaria de Estado da Saúde revelam uma baixa adesão à imunização infantil contra doenças respiratórias. No caso da vacina contra a influenza, a cobertura no público infantil de 6 meses a menores de 5 anos está em 51,5%, com 225.570 crianças vacinadas, enquanto a meta é de 438.155. Em 2021, por exemplo, a cobertura vacinal contra a gripe ficou em 75%. Ou seja, três em cada quatro crianças foram vacinadas no ano passado, contra apenas duas em cada quatro neste ano.

Outro dado preocupante é o número de crianças que ainda não retornaram para fazer a segunda dose. As crianças que estão sendo vacinadas contra influenza pela primeira vez neste ano devem agendar a segunda dose para 30 dias após a primeira dose.

Das 46.873 crianças que receberam uma dose, pouco mais de 20.389 retornaram para fazer a segunda. Ou seja, além das mais de 212 mil crianças de 6 meses a 5 anos que não se vacinaram contra a influenza este ano, 26.484 crianças que deveriam receber duas doses só receberam uma, não estando completamente protegidas contra as formas graves da gripe.

Até 5 de julho, foram confirmados 47 casos de crianças de 0 a 4 anos hospitalizadas por Síndrome Respiratória Aguda Grave pelo vírus influenza A em Santa Catarina, sendo que uma evoluiu para óbito.

Contra a Covid, 7 entre 10 crianças estão com esquema incompleto

Em relação à Covid-19, 48,5% do público-alvo infantil, isto é, 311.978 crianças de 5 a 11 anos, receberam a primeira dose da vacina, mas apenas 191.177 (29,7% da meta) retornaram para a segunda. Ou seja, sete em cada 10 crianças estão com o esquema vacinal incompleto no Estado.

“A baixa imunização expõe esse grupo a um risco elevado de apresentarem casos graves de síndromes respiratórias agudas, que podem levar a hospitalização, necessidade de cuidados intensivos e até mesmo a morte”, alerta o superintendente de Vigilância em Saúde, Eduardo Macário.

“Uma das provas de que a vacinação funciona é a redução do número de casos graves, hospitalizações e óbitos por Covid-19 desde que alcançamos mais de 85% de cobertura para a população catarinense. Mas, entre crianças, o coronavírus é uma importante causa de fatalidades neste ano. O número de hospitalizações de janeiro a julho já supera o total de registros de todo o ano de 2021”, destaca Macário.

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