Bem-Estar | 07/10/2022 | Atualizado em: 07/10/22 ás 10:09

Vereadoras pedem liberação de medicamento para fibrose cística 

Hoje, o medicamento não está na lista do documento e, por isso, não é disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS)

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Vereadoras pedem liberação de medicamento para fibrose cística 

Uma moção das vereadoras Nina Santin Camello e Sirley Schappo aprovada na sessão de quinta-feira (29) apela ao Ministério da Saúde para que avalie a decisão de incluir o Trikafta nos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para a fibrose cística. Hoje, o medicamento não está na lista do documento e, por isso, não é disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A fibrose cística é uma doença genética, rara, sem cura e progressiva que afeta os mucos do corpo – fluidos viscoelásticos produzidos pelas membranas mucosas. Ela deixa os mucos muito mais espessos que o normal e isso prejudica o pâncreas, o intestino e o pulmão, causando diarreias frequentes, perda de peso, tosse crônica, pneumonias e perda da função pulmonar.

Quem sofre com a enfermidade tem dificuldade para respirar e pode até precisar de auxílio de cilindros de oxigênio para se manter vivo. É o caso de Luana Coelho Bylaardt, de 23 anos, de Guaramirim, que tem a doença e precisou realizar uma campanha de arrecadação de doações para poder comprar medicamentos que pudessem ajudá-la.

Ela esteve presente na sessão acompanhando a votação da matéria e relatou o seu caso aos vereadores locais. A jovem afirmou que o Trikafta pode salvar vidas, mas lamentou o fato de ele ser muito caro. Atualmente, uma caixa do medicamento custa cerca de 30 mil dólares, aproximadamente R$ 150 mil. O seu genérico, chamado Trixakar, custa 4 mil dólares, ou R$ 20 mil.

Luana conta que conseguiu arrecadar recursos suficientes para comprar o fármaco e que isso lhe tirou da fila de transplante de órgãos. “Eu estava entrando em fila de transplante e hoje não estou mais graças ao medicamento. Então ele pode dar mais qualidade de vida a todos os pacientes com fibrose cística”, frisou.

Todavia, não são todas as pessoas que conseguem arrecadar verba para a aquisição do remédio. Por conta disso, Nina e Sirley apontam na moção de apelo que é preciso que o produto esteja disponível no SUS, através do PCDT.

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