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[VÍDEO] “É um animal totalmente dependente da gente agora”, diz veterinária sobre furão resgatado por morador no fim de semana em Jaraguá do Sul

O filhote que tem uma semana de vida, foi encontrado por um gato doméstico na beira do rio Itapocu

08/06/2021

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Jornalista apaixonada por cultura e segurança pública

[VÍDEO] “É um animal totalmente dependente da gente agora”, diz veterinária sobre furão resgatado por morador no fim de semana em Jaraguá do Sul

Um pequeno e indefeso filhote de furão da espécie Galictis Cuja, foi resgatado no último fim de semana por um morador do bairro Czerniewicz, em Jaraguá do Sul. 

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O filhote, que conforme o veterinário de uma clínica parceria da Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama), Igor Martins, tem cerca de uma semana de vida, foi encontrado por um gato doméstico na beira do rio Itapocu e levado para a casa. 

O morador, por não saber de que animal se tratava, levou até a sede dos Bombeiros Voluntários que encaminharam a Fujama. 

“Nessas primeiras semanas de vida temos a fase mais crítica de sobrevivência do animal, até porque não temos nenhum histórico e por estar sem a mãe”, diz o veterinário. 

Segundo Fernanda Lenzi, também veterinária da clínica, a alimentação do pequeno furão é feita a cada duas horas e com leite especial para neonato e suplementação, e o aquecimento é constante. 

“É um animal totalmente dependente da gente agora, então requer uma atenção especial. Após abrir os olhos (em torno da segunda/terceira semana de vida) aí o animal tende a evoluir com maior facilidade e começamos a introduzir uma nova dieta. Aí as chances são grandes de sobrevivência”, destaca. 

Conforme Martins, o filhote ficará em torno de 90 dias na fundação até atingir uma idade juvenil e estar apto para iniciar o processo de reabilitação e encaminhamento para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS), em Florianópolis. 

De acordo com o biólogo da Fujama, Christian Raboch Lempek, a atitude do morador de procurar ajuda para o filhote, foi correta e decisiva para garantir a sobrevivência do pequeno. 

Esta é uma espécie nativa do Brasil, protegida por lei, e não pode ser domesticada, ou seja, criada em casa, diferente do furão exótico, que é doméstico e, normalmente, comprado fora do país.

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