Cotidiano | 26/06/2026 | Atualizado em: 26/06/26 ás 13:57

A WEG vai ajudar a produzir o lítio dos carros elétricos da General Motors nos Estados Unidos

Empresa de Jaraguá do Sul fornecerá cerca de 600 motores ao Thacker Pass, maior projeto de lítio dos EUA e do qual a montadora americana é sócia.

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A WEG vai ajudar a produzir o lítio dos carros elétricos da General Motors nos Estados Unidos

Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial. A WEG vai fornecer cerca de 600 motores de baixa e média tensão ao projeto de lítio Thacker Pass, em Nevada.

Resumo completo

Contrato: fornecimento de cerca de 600 motores elétricos de baixa e média tensão

Destino: Thacker Pass, projeto de lítio no norte de Nevada (EUA)

Sócia do projeto: General Motors detém 38%; a Lithium Americas controla 62%

Investimento: US$ 2,23 bilhões, com empréstimo do Departamento de Energia dos EUA

Capacidade da Fase 1: 40 mil toneladas de carbonato de lítio por ano, segundo a Lithium Americas

Prazo: conclusão das obras prevista para o fim de 2027

O lítio é o metal que faz o carro elétrico andar. Está dentro de cada bateria, e garantir quem produz esse mineral virou questão de segurança nacional para os Estados Unidos, que hoje dependem de poucos países para obtê-lo. É nesse ponto que uma empresa de Jaraguá do Sul acaba de entrar.

A WEG assinou um contrato para fornecer motores elétricos ao Thacker Pass, um projeto de lítio em construção no norte de Nevada, no oeste americano. A planta vai extrair e processar o mineral que abastece baterias, e a General Motors, uma das maiores montadoras do mundo, é sócia do empreendimento. Em termos práticos: parte do lítio que vai parar nos carros elétricos da GM passará por equipamentos fabricados no Vale do Itapocu.

O que a WEG vai fornecer

O contrato prevê o fornecimento de cerca de 600 motores de baixa e média tensão para uma planta nova, construída do zero. Esses motores movimentam os equipamentos que fazem o lítio sair da rocha e virar produto: compressores, ventiladores, bombas, britadores, agitadores, separadores e centrífugas, segundo a empresa.

A escolha por um fornecedor único tem uma lógica industrial. Com toda a planta equipada por motores de uma só marca, a operação ganha padronização, e a manutenção, a reposição de peças e o treinamento das equipes ficam mais simples. Para a WEG, é um contrato que coloca a empresa dentro de um setor exigente, o da mineração em larga escala, onde os equipamentos precisam aguentar trabalho pesado e contínuo.

Por que os Estados Unidos querem esse lítio

O Thacker Pass não é um projeto comum. Ele fica no norte de Nevada e é apontado pela Lithium Americas, dona do projeto, como a maior reserva de lítio já identificada dos Estados Unidos. A própria empresa, em documentos oficiais, chega a descrevê-lo como a maior reserva conhecida do mundo.

O interesse americano no projeto tem nome: independência. Hoje, a produção mundial de lítio se concentra em poucos países, e os Estados Unidos querem reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros para um mineral que é peça central da indústria de baterias e dos carros elétricos. Por isso o governo americano entrou pesado: o Departamento de Energia dos EUA garantiu um empréstimo de US$ 2,23 bilhões para viabilizar a obra. A construção deve gerar cerca de dois mil empregos.

A conexão com a General Motors

O ponto que liga tudo é a montadora. A General Motors é sócia do Thacker Pass, com 38% de participação, num acordo em que aportou US$ 625 milhões. A Lithium Americas controla os 62% restantes e administra o projeto. Na prática, a GM garantiu acesso ao lítio extraído ali para abastecer suas próprias baterias.

É isso que dá ao contrato da WEG uma dimensão maior que a de um fornecimento técnico. O motor sai de Jaraguá do Sul, equipa a planta em Nevada, a planta extrai o lítio, o lítio vira bateria, e a bateria vai para os carros elétricos da GM. Uma empresa nascida no Vale do Itapocu entra numa engrenagem que termina nas concessionárias americanas.

O estágio da obra

A planta que vai receber os motores da WEG está em construção a todo vapor. Até março de 2026, o projeto somava 2,43 milhões de horas trabalhadas e mais de US$ 1,3 bilhão em custos de obra, segundo a Lithium Americas. O pico da construção está previsto para 2026, com cerca de 1.800 trabalhadores no canteiro, e a conclusão dos trabalhos é esperada para o fim de 2027.

A WEG não detalhou o valor do contrato nem o cronograma de entrega dos motores. A empresa informou apenas que as soluções foram projetadas para operar em ambientes industriais exigentes, com foco em robustez, eficiência energética e capacidade de expansão futura.

Como isso impacta sua vida?

Quando uma empresa de Jaraguá do Sul fornece para um projeto que o governo americano trata como estratégico, isso reforça o peso da indústria local fora do Brasil, e é desse peso que dependem os empregos e a renda que circulam na cidade. O contrato do Thacker Pass mostra que a engenharia feita aqui resolve problema de quem está construindo a maior mina de lítio dos Estados Unidos.

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Max Pires

Já criei blog, portal, startup… e agora voltei pro que mais gosto: contar histórias que fazem sentido pra quem vive aqui. Entre um café e um latido dos meus cachorros, tô sempre de olho no que importa pra nossa cidade.

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