Saúde

Dia Municipal do Doador Voluntário de Sangue é aprovado na Câmara

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Carla Nunes

Carla Nunes é jornalista, cronista e faz parte da equipe do JDV. Nas horas vagas escreve sobre relações, relacionamentos e conexões diversas. Você pode acompanhá-la também pelo Youtube: https://www.youtube.com/user/carlarob010/about

 

Foi aprovado na sessão de quinta-feira (13), por unanimidade, o projeto de lei do vereador vice-presidente da Câmara, Celestino Klinkoski, instituindo o “Dia Municipal do Doador Voluntário de Sangue”, a ser comemorado, anualmente, no dia 13 de junho e a “Semana Municipal de Incentivo à Doação de Sangue”, a ser realizada no período de entre 10 a 17 de junho.

Segundo o autor da proposição, o objetivo é conscientizar a população por meio de atividades informativas e educativas que abordem a importância da doação de sangue, seus procedimentos, sua confiabilidade e quem pode doar. Pela proposta, as atividades da Semana de Doação de Sangue e Conscientização devem ser realizadas em parceria com o Hemocentro Regional de Jaraguá do Sul.

Celestino Klinkoski lembra ainda que, Dia Mundial do Doador Voluntário de Sangue, é comemorado em 14 de junho, e que essa data além de homenagear as pessoas que reservam um tempo do seu dia para doar sangue, também serve para informar e conscientizar a população sobre a importância de ser um doador.

 

Ausência da cultura de doar

Pesquisa realizada em 2017 pelo Movimento Eu Dou Sangue, em parceria com o Instituto Datafolha, mostrou que 92% dos brasileiros disseram não ter doado sangue entre junho de 2016 e junho de 2017. O estudo constatou, também, que o recesso escolar, o clima mais frio, feriados e dias chuvosos derrubam as doações de sangue. Nesse período, os hemocentros registram queda de 30% em seus estoques. A pesquisa revelou, ainda, que 39% dos brasileiros desconhecem seu tipo de sangue. Desse total, 44% dos homens e 35% das mulheres não têm essa informação. O desconhecimento é grande também entre os jovens, sobretudo na faixa entre os 16 a 24 anos (52%). Foram entrevistadas 2.771 pessoas em todo o Brasil.


Porque a campanha escolheu o mês de junho?

As baixas temperaturas geralmente registradas no mês de junho, bem como a maior incidência de doenças respiratórias e infecciosas, as férias escolares e avaliações semestrais em faculdades e universidades reduzem drasticamente o estoque dos bancos sangue, tanto públicos quanto privados. Além do mais, 14 de junho é o Dia Mundial do Doador de Sangue. Data estabelecida pela OMS em 2014, como homenagem ao nascimento de Karl Landsteiner (14 de junho de 1868 – 26 de junho de 1943), um imunologista austríaco que descobriu o fator Rh e várias diferenças entre os diversos tipos sanguíneos.

A queda no número de doadores contrasta com o aumento no número de atendimentos, principalmente os de alta complexidade, como cirurgias de alta complexidade, tratamentos contra o câncer ou doenças que necessitam de transfusões contínuas. “As férias e o frio não diminuem a demanda por sangue. Os estoques caem, mas a procura é constante. Por isso doar, principalmente nesta época do ano, quando os níveis diminuem, é tão importante”, conclui Debi. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cada país deve ter entre 3% a 5% de doadores de sangue frequentes. No Brasil, este índice está em apenas 1,8%, enquanto na Europa chega a 7%.


Sobre o Junho Vermelho

A campanha Junho Vermelho, que já foi alçada à categoria de lei em vários estados e cidades do Brasil, busca chamar a atenção para a importância da doação regular de sangue. O sucesso da iniciativa é comprovado pelos números registrados durante as outras edições. Em 2018, o Movimento Eu Dou Sangue calculou, extraoficialmente, que houve aumento de 30% das doações no mês de junho, em relação a 2017.