União de sociedades: Waldemar Köpp e a majestade da tradição em Rio Cerro II
Fotos: Reiner Modro
No domingo de 15 de fevereiro de 2026, o território de Rio Cerro II tornou-se o epicentro de uma manifestação cultural que transcende gerações. A Festa de Rei da Sociedade Alvorada não foi apenas um evento de calendário, mas um marco do Sesquicentenário de Jaraguá do Sul. Sob o sol de fevereiro, a ritualística folclórica de busca das majestades ganhou vida no território da sede social, conduzida com maestria sob o comando de Giovan Hornburg. Este ato, que remonta aos ideais de colonização de Emílio Carlos Jourdan em 1876, celebrou a resiliência dos grupos étnicos alemães e pomeranos, unindo o rigor da tradição à alegria do reencontro comunitário.
A narrativa desse domingo festivo ganha ainda mais profundidade com os nomes e rostos que mantêm a engrenagem da tradição girando em Rio Cerro II. Sob o sol de 15 de fevereiro de 2026, a Sociedade Alvorada não celebrou apenas um evento isolado, mas a interconexão das comunidades que compõem o mosaico étnico de Jaraguá do Sul.
Aqui está a crônica atualizada com os protagonistas dessa jornada:
O ritual e o comando da tradição
A ritualística folclórica de busca das majestades, momento de maior carga simbólica para os grupos germânicos e pomeranos, desenrolou-se com precisão militar e fervor cultural. Todo o cerimonial dentro do território da sede social aconteceu sob o comando rigoroso de Giovan Hornburg, que zelou pela manutenção dos protocolos herdados dos colonizadores do século XIX.
A realeza e a fraternidade entre sociedades
Um detalhe que reforça o espírito de união do Vale do Itapocu é a figura do rei, Waldemar Köpp. Embora coroado no ano de 2025, na Sociedade Alvorada, Waldemar personifica a dedicação associativa:
Conteúdos em alta
- Vínculo: É sócio da coirmã Sociedade Aliança, também situada em Rio Cerro II.
- Liderança: Atirador de experiente e ex-presidente da Sociedade Aliança, liderou por longos anos o Departamento Masculino.
- Projeção: Sua experiência e pontaria são presenças constantes e destacadas na Schützenfest (Festa dos Atiradores) de Jaraguá do Sul, elevando o nome da região no cenário estadual.
Enquanto o rei trouxe o prestígio interassociativo, os demais membros da corte — os cavalheiros Rudinei Lenhardt e Ivonei Küster — destacaram-se como pilares da própria Sociedade Alvorada, evidenciando um profundo sentimento de pertencimento às raízes germânicas.

A gastronomia: o sabor do acolhimento
Nenhum evento de tradição europeia estaria completo sem o banquete comunitário. O almoço festivo foi primorosamente conduzido por Luise Siewerdt Marcelino e sua equipe. Mais do que servir pratos típicos, essa equipe entregou aos presentes o “gosto de casa”, preservando as receitas que sustentaram as famílias desde a fundação da colônia por Jourdan em 1876.
Quadro de honra do evento
| Função / Destaque | Responsável | Significado Histórico |
| Comando da Marcha | Giovan Hornburg | Preservação da ordem e disciplina folclórica. |
| Majestade (rei) | Waldemar Köpp | Liderança experiente e elo com a Sociedade Aliança. |
| Gestão Gastronômica | Luise S. Marcelino | Manutenção do patrimônio imaterial culinário. |
| Sentimento de Grupo | Sócios da Alvorada | Continuidade do legado do Sesquicentenário. |
O sentimento de pertencimento
A celebração culminou em um exemplo raro de fraternidade associativa. A coroação de Waldemar Köpp como rei simboliza a força da interconexão local; sócio e ex-presidente da coirmã Sociedade Aliança, Waldemar trouxe consigo a bagagem de quem liderou o Departamento Masculino por anos e é figura carimbada na Schützenfest. Sua presença na Sociedade Alvorada, ladeada por cavalheiros que possuem um profundo enraizamento na casa, reforça que a tradição germânica em Jaraguá do Sul não é estática, mas um organismo vivo.
Ao som das últimas notas da Banda Reprise e após o impecável banquete servido pela equipe de Luise Siewerdt Marcelino, ficou evidente que o legado dos pioneiros do século XIX permanece seguro. Em Rio Cerro II, o “ser jaraguaense” é cultivado no detalhe do tiro, no passo da valsa e, principalmente, no orgulho de pertencer a uma história que completa 150 anos com a mesma vitalidade de seus primórdios.
Ademir Pfiffer
Historiador e criador de conteúdo digital para as plataformas do Kwai, Tik Tok e You Tube. Dedicado à pesquisas sobre memória e patrimônio histórico-cultural em comunidades tradicionais