Começou a se exercitar este ano? 4 dicas da nutri do Jaraguá Futsal para não errar com seu corpo
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Começou a se exercitar este ano? 4 dicas da nutri do Jaraguá Futsal para não errar com seu corpo

Gabriela Bubniak

/ Por Gabriela Bubniak

Se você é da turma que conseguiu tirar do papel a meta de praticar mais exercícios ou voltar à ativa em 2026, parabéns pelo empenho! Afinal, cuidar da saúde exige muita disciplina e constância.

Mas, junto com a motivação e o cuidado para respeitar os limites do corpo, existe outro ponto essencial na rotina de atleta: dar atenção à alimentação, para que cada escolha trabalhe a seu favor e ajude você a aproveitar melhor cada treino.

>> Leia também: Qual o tênis certo para correr na rua? Personal jaraguaense indica 4 opções para iniciantes

E quando não dá para ter profissionais acompanhando de perto a sua rotina? A dica é ter em mente algo bem simples: bom senso. Nem toda “receita milagrosa” que aparece nas redes sociais combina com o seu corpo, com o seu ritmo ou com o seu momento e, sem orientação, pode comprometer rendimento, saúde e aumentar o risco de lesões.

Para dar um norte a quem não faz ideia por onde começar, convidamos a nutricionista do Jaraguá Futsal para falar sobre o assunto. Anna Leticia é especialista em nutrição esportiva e deixou orientações práticas e acessíveis, para que ninguém inicie essa jornada negligenciando o próprio corpo.

1. Não precisa cortar carboidratos, ele não é vilão!

Um dos erros mais comuns de quem começa a se exercitar é acreditar que cortar carboidratos acelera o emagrecimento ou melhora a performance. Segundo Anna Leticia, esse é um equívoco recorrente entre iniciantes.

“Existe um medo muito grande dos carboidratos, quando na verdade eles são o principal combustível para a corrida e para o desempenho mental”, explica.

A restrição excessiva pode levar à fadiga precoce, dificuldade de concentração, irritabilidade e até maior risco de lesões. Além disso, reduzir drasticamente esse grupo alimentar sem planejamento compromete a recuperação e a constância nos treinos.

“Performance não é correr bem um único dia, é conseguir sustentar bons treinos ao longo da semana.”

2. Preste atenção aos sinais do seu corpo

Quando o volume de treino aumenta e a alimentação não acompanha, o organismo entra em estado de estresse. E o corpo sempre avisa. Cansaço persistente e dor muscular, por exemplo, são sinais claros de que algo precisa ser ajustado. Anna explica que esses sintomas não devem ser ignorados:

“O corpo sempre dá sinais. Cansaço persistente, dor muscular que não melhora, dores de cabeça frequentes, intestino desregulado, sono fragmentado e queda de rendimento tanto no trabalho quanto nos treinos são alguns dos principais indicativos.”

Com o tempo, esse desequilíbrio pode reduzir o desempenho e aumentar a vulnerabilidade a lesões e infecções. Respeitar esses alertas é parte do processo de evolução.

3. Não se exercite sem comer direito

Treinar sem estratégia alimentar faz com que o corpo trabalhe em déficit energético. Isso pode provocar queda de glicose, sensação de fraqueza e a famosa “quebra” durante o exercício. Ela também explica que a alimentação precisa acompanhar o momento do treino:

“Se a refeição for feita entre duas a três horas antes do treino, ela deve conter carboidrato, proteína leve e baixa gordura. Se for até uma hora antes, priorizar carboidratos de rápida absorção.”

No pós-treino, a combinação adequada também é essencial.

“Consumir proteína associada a carboidrato em até duas horas ajuda a otimizar a recuperação e evitar catabolismo muscular.”

4. Controle a hidratação diária

A hidratação é parte do desempenho de um atleta, seja ele amador ou profissional. E pequenas perdas já podem impactar bastante o desempenho.

“Uma desidratação de apenas 2% do peso corporal já impacta significativamente a performance. Hidratação não é detalhe, é parte do resultado.”

Como base geral, ela orienta:

“Para praticantes regulares, podemos utilizar como base entre 35 a 45 ml de água por quilo de peso corporal ao dia.”

Manter o equilíbrio hídrico ajuda na disposição, na recuperação muscular e na regulação térmica, fatores essenciais para quem está começando e quer evoluir com segurança.

O que o alto rendimento ensina para quem corre na rua

No Jaraguá Futsal, Anna explica que a alimentação faz parte da rotina com a mesma prioridade do treino físico e tático. Existe planejamento, organização e disciplina. O atleta não decide o que vai comer apenas pela vontade do momento, mas pelo que o corpo precisa para performar, recuperar e continuar disponível para o próximo desafio.

Atletas do Jaraguá Futsal treinam na Arena Jaraguá usando camisa de treino da temporada 2026
Foto: Paulinho Sauer/Jaraguá Futsal

Mas não é preciso viver do esporte para tratar o corpo com profissionalismo. Quando há rotina, consciência alimentar e constância, os resultados aparecem de forma sustentável. O detalhe, que no alto rendimento é exigência, para o amador pode ser o diferencial.

E esse cuidado faz ainda mais sentido em um momento em que a corrida de rua cresce em Jaraguá do Sul. Com provas previstas para o ano todo, cada vez mais pessoas estão se desafiando a cruzar a linha de chegada. A próxima grande prova do calendário local é a Clinicorp Run, marcada para março, e segue com inscrições abertas; saiba mais aqui!

Como isso impacta sua vida?

Se você começou a se exercitar este ano ou decidiu voltar à ativa, entender que a alimentação pode ser o divisor entre evolução e frustração é de extrema importância. Pequenos ajustes na rotina reduzem risco de lesão, melhoram energia e ajudam a manter a constância que realmente traz resultado.

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