Encontro de gerações: 35 anos depois, jovem goleiro segue legado do avô que fez história no Juventus
| Gerson Fock e o neto Antoni, que segue o legado da família no clube. | Foto: Divulgação/Juventus Jaraguá

Encontro de gerações: 35 anos depois, jovem goleiro segue legado do avô que fez história no Juventus

Gabriela Bubniak

/ Por Gabriela Bubniak

Trinta e cinco anos separam duas histórias que agora se conectam para marcar um novo capítulo no Grêmio Esportivo Juventus. O que começou nos anos 90, com um goleiro decisivo em um dos momentos mais importantes do clube, ganha continuidade dentro de campo com uma nova geração vestindo a mesma camisa.

Hoje, o sobrenome Fock volta a aparecer no elenco do Moleque Travesso, desta vez com Antoni Gabriel, que passa a integrar o grupo que disputará a Série B de 2026, carregando não apenas o sonho de seguir no futebol, mas também o legado construído dentro do clube pelo avô Gerson Fock – o “Foca”, que viveu aqui em Jaraguá do Sul um dos momentos mais marcantes da sua trajetória.

Do acesso histórico ao novo sonho no Juventus

Goleiro do Juve entre 1990 e 1991, Foca fez parte do elenco que conquistou o acesso à Série A do Campeonato Catarinense. Na semifinal daquele ano, em uma disputa de pênaltis, ele foi decisivo para a conquista.

Defendeu duas cobranças e acabou reconhecido como o herói da classificação. Dias depois, na final contra o Concórdia, voltou a campo mesmo com o dedo quebrado.

“Joguei o segundo tempo com o dedo quebrado, onde o doutor fez uma tala com palito de picolé”, relembra.

A vitória por 1 a 0 garantiu o acesso e marcou definitivamente sua passagem pelo clube. Foi ali, já aos 26 anos e vindo do futebol amador de Joinville, que ele teve a oportunidade de viver o futebol profissional.

Time do Juventus nos anos 1990 durante campanha de acesso à Série A do Catarinense
Equipe do Juventus que conquistou o acesso à Série A do Catarinense em 1990. Foto: Arquivo/Juventus Jaraguá

O legado que continua dentro de campo

Décadas depois, a história ganha continuidade com o neto Antoni, hoje com 17 anos, treinando junto com o elenco profissional.

Para o avô, acompanhar esse momento tem um significado especial. Mais do que ver o neto dentro de campo, é reviver a própria trajetória sob uma nova perspectiva.

“É uma satisfação muito grande ver meu neto aqui, tentando traçar o mesmo caminho”, afirma.

O vínculo com o futebol não parou em uma geração. O pai de Antoni também foi goleiro, reforçando uma tradição familiar construída dentro das quatro linhas.

A experiência acumulada ao longo dos anos também virou ensinamento. Para Gerson, ser goleiro exige mais do que técnica.

“A primeira coisa do goleiro é a cabeça. Tem que estar preparado para tudo, para elogio e para as vaias também”, diz.

Como isso impacta sua vida?

Histórias como a da família Fock mostram como o esporte vai além do resultado dentro de campo. Em Jaraguá do Sul, o futebol também é memória, identidade e continuidade. O Juventus se torna ponto de encontro entre passado e futuro, onde sonhos antigos ganham novas chances de se realizar – agora com outra geração vestindo a mesma camisa.

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