Protagonismo paterno: a sociedade ajuda a formar pais conscientes? 
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Protagonismo paterno: a sociedade ajuda a formar pais conscientes? 

JDV Literatura

/ Por JDV Literatura

Em “O manual do pai foda”, o especialista em paternidade cotidiana Lucas C. Maciel transforma a falta de referências em um guia prático e humano

Ser pai presente nunca foi tão necessário e, ao mesmo tempo, tão pouco ensinado. A sociedade ainda oferece escassos modelos, conteúdos superficiais e um mercado historicamente voltado às mães. Desta forma, a paternidade é vivida, muitas vezes, no improviso. Falta linguagem, direcionamento e, principalmente, incentivo para que o homem compreenda, desde o início, o impacto real da sua participação na formação de um filho.

Nesse vazio, surge O manual do pai foda: uma caixa de ferramentas para pais de primeira viagem, de Lucas C. Maciel, pai protagonista, especialista e professor em paternidade cotidiana. A obra não nasce da teoria distante, mas da vivência concreta de quem atravessou o território desconhecido e percebeu que o maior desafio não era má vontade, mas sim a falta de repertório e orientação.

Com uma escrita direta, provocativa e profundamente humana, Maciel rompe com a lógica de que o instinto, sozinho, dá conta do papel de pai. Ao contrário, ele mostra a função paterna passível de aprendizado e, sem ferramentas, até o mais bem-intencionado dos homens pode se sentir perdido diante das demandas emocionais, práticas e relacionais provenientes da chegada de um filho.

Ao longo do livro, o autor organiza a paternidade como um “sistema operacional” acessível, guiando o homem desde o impacto da descoberta até desafios dos primeiros anos do bebê. A proposta é transformar o caos em presença intencional, com ações simples no dia a dia, como desacelerar antes de reagir, focar no próximo passo e assumir uma parceria ativa com a mãe – além de trazer sugestões de enxoval e dicas práticas para a rotina.

Em vez de um papel periférico, o especialista convoca os homens a ocuparem um lugar ativo nas tarefas cotidianas, na construção do vínculo, na parceria com a mãe e na organização emocional parental.

Você não é coadjuvante, é coprotagonista. Seu papel não é “ajudar” a mãe, é “assumir”. Isso significa dividir a carga mental, se antecipar, cuidar dela enquanto ela cuida do bebê — e ser cuidado também. Uma família é um time. E times ganham jogos quando cada um entende seu papel e joga pelo outro. (O manual do pai foda, p. 13)

Ao preencher uma lacuna histórica de conteúdo voltado aos homens, O manual do pai foda amplia o debate sobre paternidade e revela um ponto central: formar pais mais preparados não é uma pauta individual, é uma necessidade coletiva. Quando há repertório, apoio e direcionamento, o que se fortalece não é apenas a figura paterna, mas toda a estrutura familiar e, em consequência, a própria sociedade.

Ficha Técnica:
Título do livro: O Manual do Pai Foda: Uma Caixa de Ferramentas Para Pais de Primeira Viagem
Autor: Lucas C. Maciel
Editora: Viseu
ISBN/ASIN: 978-6528038084
Páginas: 248
Preço: 70,90
Onde comprar: Amazon

Sobre o autor: Lucas C. Maciel é desses pais que parecem ter nascido para a paternidade. Com a tranquilidade de quem já domina o caos, ele aborda cada problema do dia a dia com a diligência de um estrategista, desvendando mistérios e organizando rotinas que fariam qualquer um surtar. Administrador de empresas com ênfase em marketing, Lucas também é Coach Comportamental (Instituto Edson de Paula), já cursou Everyday Parenting (Paternidade cotidiana): The ABCs of Child Rearing (O ABC da criação de filhos) (Yale University), APG – Programa de Gestão Avançada (Amana Key), entre outros. 

Instagram: @maciel.lcm 

Site: www.omanualdopai.com.br 

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