Colunistas | 24/07/2026 | Atualizado em: 24/07/26 ás 14:52

Se podemos fazer reuniões online, por que as viagens corporativas continuam crescendo?

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Se podemos fazer reuniões online, por que as viagens corporativas continuam crescendo?

Foto: Pressfoto/Freepik

Há alguns anos, muitos especialistas acreditavam que as viagens de negócios perderiam espaço.

As reuniões por vídeo se tornaram parte da rotina das empresas. Plataformas digitais aproximaram equipes espalhadas pelo mundo e parecia que a tecnologia substituiria boa parte dos encontros presenciais.

Mas aconteceu exatamente o contrário, o turismo corporativo vive um dos seus melhores momentos. Os números mostram isso, mas a explicação vai muito além das estatísticas.

Uma tela é eficiente para resolver assuntos do dia a dia. Ela agiliza processos, reduz deslocamentos e facilita a comunicação e inclusive aumentou as vendas. Mas existem coisas que ainda dependem da presença.

Uma negociação importante.
A assinatura de uma parceria.
Uma visita técnica.
Uma feira internacional.
Um congresso.
O lançamento de um produto.
Ou simplesmente aquele café que antecede uma grande decisão.

Os melhores negócios continuam acontecendo entre pessoas.

E pessoas criam confiança quando compartilham experiências, conversam sem a pressão do relógio e conseguem enxergar oportunidades que dificilmente surgem em uma chamada de vídeo.

É por isso que empresas continuam investindo em viagens corporativas. Não porque viajar seja um custo. Mas porque, quando bem planejada, uma viagem pode representar crescimento, inovação e novos resultados.

Tenho acompanhado esse movimento de perto. Cada vez mais empresas deixam de enxergar a viagem corporativa apenas como uma passagem aérea e uma reserva de hotel. Hoje, ela faz parte da estratégia do negócio.

Participar de uma feira internacional pode significar encontrar um novo fornecedor. Visitar uma fábrica pode acelerar um projeto. Estar presente em um congresso pode antecipar tendências que levariam meses para chegar ao mercado. E, muitas vezes, uma única reunião presencial vale mais do que dezenas de encontros virtuais.

Esse novo cenário também mudou o papel das agências especializadas. Organizar uma viagem corporativa já não significa apenas emitir bilhetes.

Significa construir uma operação eficiente, alinhada às políticas da empresa, ao controle de custos, à segurança do viajante e, principalmente, aos objetivos daquela viagem.

Na Wings of Travel, acreditamos que cada deslocamento precisa fazer sentido. Porque uma viagem corporativa bem planejada não termina quando o colaborador desembarca. Ela continua nos resultados que aquela experiência gera para a empresa.

Talvez essa seja a maior transformação do turismo de negócios. As empresas não estão viajando mais, estão viajando melhor.

E quando cada viagem tem propósito, planejamento e estratégia, ela deixa de ser uma despesa para se tornar um investimento.

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Sissa Marcolla

Especialista em viagens personalizadas e fundadora da agência Wings of Travel. De Jaraguá do Sul para o mundo, Sissa escreve sobre tendências do mercado do turismo, destinos e experiências que estão transformando a forma de viajar.

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